Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017

Política


14/03/2017 - 00:00

Carta aberta pede volta da Coordenadoria da Mulher em Osasco

Pasta também defende igualdade racial e diversidade sexual. Coletivo de Mulheres entregou carta aberta a Lins
Por Leonardo Abrantes
Osasco

Rogério Lins

Rogério Lins (Foto: Luciano Benazzi)
(política@webdiario.com.br)

O Coletivo de Mulheres de Osasco entregou à Câmara Municipal, ontem, carta aberta ao prefeito Rogério Lins (PTN) cobrando a retomada dos trabalhos da coordenadoria da Mulher, Igualdade Racial e Diversidade Sexual. A carta foi lida na tribuna pela vereadora doutora Régia (PDT) que, na semana passada, criticou o governo.

Na carta aberta, o Coletivo disse estar preocupado com a “intenção da atual administração de extinguir” a coordenadoria. “Essa coordenadoria foi criada em 2005 e desde então tem sido um órgão de grande relevância na elaboração de ações, programas e projetos de políticas públicas para as mulheres e na promoção da igualdade racial buscando alterar as condições de desigualdade, como também a criação de mecanismos de controle social, de participação popular e de diálogo”, diz um trecho da carta.

As mulheres dizem defender a “permanência das estruturas existentes” que “fortalece os nossos direitos atuando fortemente no enfrentamento à violência contra as mulheres, proporciona projetos no combate à opressão imposta pela cultura do patriarcado, além de investir em programas de qualificação de agentes públicos como multiplicadores na prevenção da violência doméstica participando ainda na articulação regional através do grupo de trabalho de gênero no CIOESTE”.
O grupo ainda defende a retomada dos trabalhos na coordenadoria pelo “papel fundamental na elaboração de projetos e ações de monitoramento relacionados a crimes raciais e delitos de intolerância contra a população negra, promovendo enfrentamento da discriminação racial e de todas as formas de violência” e pelo “espaço importante para o empoderamento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens transexuais”.

As mulheres dizem ainda que não aceitarão “retrocessos, ao contrário, estamos cientes de que há muito a evoluir e aprimorar. Exigimos a coordenadoria atuando integralmente. Apta não apenas a dar continuidade ao trabalho que vem sendo construído, mas para fazê-lo avançar”.

Uma das líderes do movimento na Câmara, Régia defendeu um melhor tratamento às mulheres. Segundo a parlamentar, gestantes têm recebido “tratamento cruel” na maternidade Amador Aguiar. “Não é momento de procurar culpados, mas de arregaçarmos as mangas e ajudarmos a solucionar, porque mulheres e crianças estão morrendo”, disse ela.

Líder do governo na Câmara, Ribamar Silva (PRP) reafirmou ao Diário da Região que uma nova coordenadora será nomeada para a pasta na reforma administrativa em andamento na prefeitura.

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