Domingo, 30 de Abril de 2017

Cotidiano


10/04/2017 - 00:00 - Atualizado em 10/04/2017 - 00:00

Funcionários prometem parar

Eles trabalham no Hospital de Barueri. 1300 foram demitidos
Por Da redação
Barueri

(cotidiano@webdiario.com.br)

A “novela” envolvendo a administração do Hospital Municipal de Barueri (HMB), que era, até março do ano passado, gerido pela Organização Social Instituto Hygia, sofreu intervenção no governo do ex-prefeito Gil Arantes e agora teve o contrato rescindido pelo prefeito Rubens Furlan, ganhou novos capítulos. A transição entre a Hygia e a SPDM, nova OS contratada pela prefeitura para assumir a gestão, deve envolver a demissão de 1,3 mil funcionários.

A Hygia já disse que não tem dinheiro para arcar com as rescisões e os funcionários vão sair hoje, às ruas, para protestar. O ato acontece às 7 horas, em frente à unidade. Para completar, em nota divulgada ontem, a entidade afirma que, diferente do que informou o prefeito, a dívida da unidade de saúde, hoje próxima de R$100 milhões e que envolveria, principalmente, encargos trabalhistas, cresceu durante o período de intervenção determinada pelo ex-prefeito Gil Arantes.

“Assim que assumiu o controle do hospital, os interventores foram informados pelo Hygia de que havia uma dívida de R$ 30 milhões. No final dos primeiros três meses de intervenção, em junho de 2016, a dívida havia sido ampliada e já era estimada em R$ 45 milhões. Agora, o atual prefeito do município fala em uma dívida de R$ 100 milhões”, informa o instituto, acrescentando que, durante a intervenção, a prefeitura passou R$ 19,8 milhões ao HMB para que as dívidas fossem reduzidas.

A entidade informa ainda que “todos os recursos enviados pela prefeitura ao HMB passaram a ser controlados exclusivamente pelos interventores, que foram indicados  pelo então prefeito Gil Arantes”.   Foi nesse mesmo período, de acordo com a OS, que começaram atrasos no pagamento de salários e no recolhimento de direitos trabalhistas.  Por parte da prefeitura de Barueri, estão assegurados apenas os salários desde mês, quando o hospital segue sob intervenção.

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