Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017

Política


19/05/2017 - 00:00

Rescisões estão sendo acertadas, afirma Barufi

Entidade que deixou a administração do Pronto Atendimento Municipal não efetuou pagamentos e coube à prefeitura negociar acordo com os 110 funcionários
Por Maximiliano Soriani
Osasco

Paulo Barufi

Paulo Barufi (Foto: Luciano Benazzi)
(maximiliano@webdiario.com.br)

Com a mudança de organização social (OS) para gerenciar o Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Jandira (antigo Hospital), a Iages deixou de pagar rescisões para 110 funcionários. Contudo, o prefeito Paulo Barufi (PTB) garantiu que esses valores foram parcialmente debitados após acerto entre sindicato, administração, e as duas organizações, a que saiu e a que está assumindo, no caso, a Fenaesc.

“Foi feita a absorção de 86 funcionários para permanecem com a atual empresa. Fizemos o pagamento das rescisões com cheques nominais individuais à Iages e eles vieram aqui para pagarmos um por um. Faltaram 24 funcionários que não continuaram com essa gestão e 18 dias dos médicos que trabalharam no mês de abril”, informou Barufi.

O prefeito relatou também que a Iagesdeixou de lado algumas questões trabalhistasao longo dos meses e citou problemas comguias de recolhimento, fundo de garantia, e INSS. “Não foram feitos, além de que também apareceu um banco de horas que trouxe problemas para a gente”, acrescentou.

Ele responsabilizou diretamente o ex-prefeito Gê (PV) por não ter se atentado a esses pontos. Barufi detalha que mesmo com a prefeitura tendo repassado os valores para a antiga OS no mês de março, ela não pagou os funcionários. “Descobrimos que ela não repassou esses valores aos médicos e eles estão cobrando o mês de março que tínhamos pagado”, reforçou.

Ainda segundo o prefeito jandirense, a empresa até o momento não apresentou a prestação de contras dos 18 primeiros dias de abril, período em que ainda atuava no município. Conforme os cálculos de Barufi, desde que assumiu a gestão do Hospital em Jandira, a empresa arrecadou quase R$ 50 milhões com o contrato. “Mas não tinha R$ 1 para pagar rescisão de funcionários. Estamos tentando ajudar a pagar os funcionários da melhor maneira possível”, amenizou.

A Fenaesc assumiu o lugar da Iages na gestão do PAM em 17 de abril. Contudo, as dores de cabeça com a nova OS já começaram, visto que nos últimos dias a entidade está na mira da Justiça devido ao pedido de prisão preventiva de seu presidente, Luiz Teixeira da Silva Júnior, sob a acusação de desvio de dinheiro em relação à administração do Hospital Municipal de Cajamar. 

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