Terça-Feira, 22 de Agosto de 2017

Polícia

11/08/2017 - 00:00

"Silêncio dos inocentes" lembra os 2 anos da chacina de Osasco

Em ato que acontece na manhã desta sexta-feira, na avenida Paulista, familiares cobram solução do caso e pagamento de indenizações
Por Da redação
Osasco

Cartazes com nome das vítimas foram colocados na calçada

Cartazes com nome das vítimas foram colocados na calçada (Foto: reprodução/R7)
“Silêncio dos Inocentes”. Esse é o tema de um ato, realizado na manhã desta sexta-feira, na avenida Paulista, em São Paulo, para marcar os 2 anos da chacina que, em 13 de agosto de 2015, deixou 17 mortos, em ataques sequenciais, em Osasco e Barueri.

A manifestação, que reune familiares das vítimas, é organizada pela ONG Rio de Paz, filiado ao Departamento de Informações Públicas da ONU, por meio de seu núcleo em São Paulo, e deve seguir até o meio dia. Durante o ato, os manifestantes cobram, do governo do Estado, o esclarecimento da chacina. O julgamento dos acusados – três policiais militares e um guarda civil – está marcado para 18 de setembro.

A tese da promotoria é de que eles integram uma “milícia” que agiu por vingança, pela morte de um PM, em Osasco, e de um guarda civil, em Barueri, durante assaltos, dias antes. As famílias destacaram ainda que todas as vítimas eram inocentes, sem qualquer ligação com esses crimes, e pedem indenização do Estado.  Eles entraram com pedidos  pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e foram obrigados a suspender as ações na justiça para negociarem, mas afirmam que ainda não tiveram qualquer resposta.

“Eles mataram nossos filhos, mas também nos mataram, todos os dias morremos um pouco", diz Zilda de Paula, líder das mães da chacina de Osasco e Barueri. Elas levaram faixas com as fotos de seus filhos com os dizeres “Silêncio dos Inocentes”. Já a ONG levou placas com os nomes das 19 vítimas, que foram postas na frente do vão livre do MASP como se fossem lápides. "É urgente que o governo do estado de São Paulo garanta que todos os envolvidos sejam punidos, as indenizações pagas e a assistência necessária seja prestada, pois foram agentes do estado que cometeram tal crueldade. O não pagamento das indenizações até agora faz com que o estado seja conivente com essa tragédia que completa dois anos. O pobre morador de periferia não tolera mais tanta violência", afirma Antonio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz.

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