Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017

Política


11/08/2017 - 00:00

Distritão vai "barrar" renovação política, afirma Prascidelli

Segundo deputado federal, só "donos de partidos" serão beneficiados com mudança, que foi aprovada por comissão da Câmara
Por Redação
Osasco

Prascidelli

Prascidelli (Foto: Luciano Benazzi)
(politica@webdiario.com.br)

O deputado federal Valmir Prascidelli (PT), que tem base eleitoral em Osasco, fez duras críticas à aprovação, pela comissão da Câmara que discute mudanças no sistema eleitoral, do chamado “distritão” para as eleições de deputados federais, estaduais e vereadores em 2018 e 2010. Segundo ele, o "distritão" eleva o poder “dos donos e presidentes de partidos, aumenta o custo das campanhas e ainda reduzir o número de candidatos, pois dificultará a renovação política no Congresso Nacional e em cada município”. "Nós vamos continuar dialogando com os demais deputados para evitar esse mal à nossa democracia. Mudanças são necessárias para dar perspectivas de futuro e para que possamos fazer eleições mais baratas e democráticas com o apoio do povo", afirmou. As mudanças nas eleições estão em discussão, pela comissão desde a última quinta-feira e a aprovação do “distritão” aconteceu durante a madrugada, o que foi considerado uma “manobra política” entre os partidos contrários à proposta.

Ela muda as regras atuais, pelos quais deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta, com cálculo que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido, o chamado quociente eleitoral. A partir dele, é definido o número de vagas que cada coligação terá a direito, elegendo-se os mais votados das coligações. Já pela proposta do “distritão”, cada estado ou prefeitura vira um distrito eleitoral e não serão levados em conta os votos para o partido ou a coligação.

Com isso, ganha quem tiver mais votos, como já acontece nas escolhas de  escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador.  Caso também seja adotado para os demais, cargo, sairiam de cena, por exemplo, os chamados “puxadores” de voto de cada partido, que ajudam a aumentar o quociente eleitoral e fazem com que outros membros da coligação, mesmo tendo sido menos votados, também sejam eleitos. O "distritão" é criticado por PT, PR, PSB, PRB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, Rede, PV, PEN e PSOL, que argumentam que esse formato enfraquece as legendas. 

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