Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017

Política


30/08/2017 - 00:00 - Atualizado em 30/08/2017 - 00:00

'Prazo de sete dias para consulta é impossível', diz prefeito sobre projeto aprovado pela Câmara de Osasco

Rogério Lins teve seu veto derrubado pelos vereadores em projeto que estabelece prazo de atendimento de 3 dias para exames, 21 para alta complexidade e internação e 60 dias para cirurgias."Nesse momento, com recursos e infraestrutura que temos, não dá", afirmou.
Por Erica Celestini
Osasco

'Prazo de sete dias para consulta é impossível', diz prefeito sobre projeto aprovado pela Câmara de Osasco

'Prazo de sete dias para consulta é impossível', diz prefeito sobre projeto aprovado pela Câmara de Osasco (Foto: Luciano Benazzi)
(politica@webdiario.com.br)

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, encara com naturalidade o fato da Câmara Municipal ter derrubado, na sessão de terça-feira, seu veto ao projeto de lei, do vereador De Paula, que estabelece prazos máximos para atendimento na rede de saúde, incluindo 7 dias para consultas.  Mas reconhece que será “impossível” cumprir as metas exigidas pela proposta – que vai virar lei assim ao ser sancionada pelo presidente da Casa, vereador Lindoso.

“Atender aquelas metas na saúde pública, que há muitos anos são impossíveis de se cumprir em nossa cidade, é um sonho. Mas, nesse momento, com os recursos e a infraestrutura que a gente tem não dá”, afirmou, em entrevista, nesta quarta-feira, durante o Fórum de Gestão Municipal de Impacto, promovido pelo Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste).  Segundo Lins, o fato de exigir, para seu cumprimento, investimentos de recursos maior que os disponíveis na administração foi o que levou ao veto.

“O mérito é excelente, não há o que se questionar. Mas quem vai pagar essa conta?”, questionou.  O prefeito ressaltou ainda não ter conhecimento de cidades no País que consigam cumprir esses prazos, incluindo ainda 3 dias para realização de exames de análises clínicas, 21 para atendimentos de alta complexidade e internação (sem urgência) e 60 dias para cirurgias (também não urgentes).

“Se existir algum município no Brasil que tenha esses números, vamos estudar como ele conseguiu”, reforçou. Ainda segundo Lins, mesmo com investimos de R$3 bilhões reservados para a Saúde, nos próximos 4 anos, esses prazos ainda são metas a serem alcançadas.

“Conversei com técnicos da Secretaria da saúde, inclusive com o próprio secretário e ex-secretários. Eles falam que é um sonho, uma utopia difícil de ser alcançar nesse momento. A gente tem muita coisa para organizar na cidade, muita coisa que precisa de mais investimentos. Hoje, é inexequível. A fila de espera para a maioria das especialidades é muito grande”, ressaltou.  Já sobre a possibilidade de sofrer sanções, pelo não cumprimento do prazo, com a entrada da lei em vigor, Lins afirma que vai buscar diálogo com a Câmara. Mas não descarta uma medida judicial.

“Se for necessário, a gente vai abrir a discussão e o encaminhamento junto com nosso jurídico. Mas acho que vamos entrar em um entendimento muito respeitoso com a Câmara e com a Secretaria da Saúde, para fazer o melhor que a gente pode para chegar perto desses números”, finalizou.

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