Sábado, 21 de Outubro de 2017

Polícia

03/10/2017 - 00:00 - Atualizado em 03/10/2017 - 00:00

Filho suspeito de matar mãe e padrasto a pedradas é preso após três anos em Franco da Rocha

O crime aconteceu no Jardim Veloso, em Osasco, em 2014. Na época, os corpos do casal foram descobertos porque vizinhos sentiram o mau cheiro e chamaram a polícia.
Por Graciela Zabotto e Maranhão
Osasco

(policia@webdiario.com.br)
 
Em 2014, um rapaz, de 32 anos, matou a pedradas a mãe e o padrasto, ambos com mais de 60 anos, no Jardim Veloso, em Osasco. Na época, a morte do casal de idosos só foi descoberta porque vizinhos sentiram forte cheiro que saía da casa da família e chamou a polícia.
 
Depois que o crime foi descoberto, o filho da vítima e principal suspeito nunca mais apareceu no bairro. “Ele ‘evaporou’”, disse Ildete, investigadora do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa), ligado à Delegacia Seccional de Osasco, e que integrou a equipe de investigação do caso. “Nós tivemos que refazer os passos do criminoso para chegar à sua autoria”. Três anos depois, a Polícia Civil conseguiu encontrar o endereço do indivíduo.
 
“Ele estava morando em uma casa numa região bem carente de Franco da Rocha. Chegamos lá por volta das 4 horas da manhã e fizemos campana e às 6h10. Quando ele saiu da casa nós o abordamos”, contou a investigadora.
 
Em uma primeira versão, o rapaz disse aos investigadores que quando viu a mãe e padrasto mortos resolveu fugir porque sabia que seria o principal suspeito. Já na tarde de terça-feira, 4, ele confessou o crime e disse que “a mãe e o padrasto perturbavam ele”.
 
O indivíduo já tinha passagem pela polícia por furto e, mesmo após matar a mãe e o padrasto, continuou freqüentando a casa da família, todos os dias. “Ele continuou indo lá, mesmo com os pais já estavam mortos dentro da casa”. Em Franco da Rocha ele matinha uma vida normal e trabalhava como pintor eletrostático para uma empresa da cidade.
 
De acordo com a investigadora, a equipe dos investigadores Sérgio e Calos Alberto trabalhou três anos no caso. “Foi uma prisão difícil porque logo que o crime aconteceu ele sumiu de Osasco. Levamos quase três anos para conseguir o endereço atual dele e não foi falta da polícia procurar. A prova de ter ficado três anos atrás da pessoa é justamente para que injustiça não seja cometida. Aqui não ganhamos por cabeça. Para nós o que interessa é a busca da verdade. Quando apresentamos alguém para a Justiça é porque temos materialidade para provar que foi aquela pessoa que cometeu o delito”, finalizou a investigadora.

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