Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017

Política


11/10/2017 - 19:15

Allan Miranda quer proibir discussão de gênero em escolas

Segundo vereador de Barueri, cabe aos pais definir os valores passados aos filhos. Votação deve acontecer dia 24
Por Maximiliano Soriani
Osasco

Allan Miranda

Allan Miranda (Foto: Ivan Nunes)
(maximiliano@webdiario.com.br)

Uma proposta que tramita na Câmara Municipal de Barueri promete trazer à tona uma polêmica vivida no legislativo de Osasco. Foi encaminhado às comissões da Casa o Projeto de Lei 104/2017, do vereador Allan Miranda (PSDB) que proíbe a promoção, incentivo ou fomentação da discussão da chamada ideologia de gênero na rede pública escolar.

No documento, o parlamentar esclarece que a medida veta ações que não constem nos planos nacional e municipal de educação de cunho ideológico. Valores esses que, segundo o texto, ofendam o direito de crianças e adolescentes à inviolabilidade da integridade psíquica, da identidade biológica de gênero, dos valores, ideias e crenças.

Na justificativa do projeto, o tucano exalta que cabe aos pais definir os valores e princípios passados aos filhos e ao Estado de promover políticas públicas para assegurar a formação e instrução intelectiva. “A intenção é evitar uma situação que pode ser prejudicial à saúde física e mental de nossas crianças. Uma coisa é ensinar respeito às diferenças, outra é, sob esse pretexto, promover uma causa”, afirma Allan.

Em depoimento ao Diário da Região, o vereador comenta que fez uma postagem em suas redes sociais sobre o tema como “termômetro” para a situação e, como esperado, sua proposta gerou protestos. “Porém a maioria das pessoas está de acordo com essa proibição. Não temo [reação] até porque na minha visão, isso não foi com intenção de atingir os homossexuais. Mas eu tenho que me posicionar”, declarou.

Na análise do legislador, o apoio dos colegas será unânime, e não haverá problemas para aprovação do projeto.

Por consequência do feriado prolongado, as comissões devem dar o parecer somente na outra semana, a expectativa é que o texto seja discutido e votado pelos vereadores na sessão de 24 de outubro. Sessão essa, que Allan não descarta que possa ser tumultuada.

No caso de Osasco, a polêmica começou em março, quando Daniel Matias (PRP) apresentou propositura similar. O episódio gerou protesto de um grupo de professores e não foi unanimidade entre os colegas vereadores. Dias depois, Matias cedeu a pressões e engavetou seu projeto para possivelmente apresentá-lo em outra ocasião.
 
 
 
 
 

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