Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Política


11/10/2017 - 19:40

"Daniel Matias incita o ódio", afirma comunidade LGBT

Nesta semana, ele repudiou atitude da Secretaria da Cultura em publicar no Facebook um folder do Batman beijando Superman. O material era um convite para uma reunião de artistas
Por Leonardo Abrantes
Osasco

Manifestação

Manifestação (Foto: Divulgação)
(politica@webdiario.com.br)

Simpatizantes e representantes de diversos coletivos LGBTs compareceram à sessão da Câmara Municipal de Osasco, na terça-feira, 10, para protestar contra o vereador Daniel Matias (PRP).
Na semana passada, o parlamentar criticou publicação, no Facebook da Secretaria da Cultura, de um folder convocando para reunião setorial de Grafite e Artes Visuais. O convite traz Batman e Superman se beijando.

Daniel Matias criticou a postagem e disse que “isso não é cultura porque afronta os valores da família”. Os manifestantes afirmam que o vereador “incita o ódio” contra a população LGBT.  Durante a sessão, manifestantes e apoiadores de Daniel discutiram. Foi preciso a intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM) para acalmar os ânimos.

Para Dennis Ramos, da Comissão de Atenção à Diversidade Sexual e Gênero, o discurso de Daniel Matias tem provocado esse tipo de atrito. “Ele prega o respeito à família tradicional, mas acaba fomentando uma família capaz de matar, de segregar, de disseminar o ódio. É isso que ele está fazendo: disseminando o ódio e violência contra a população LGBT”, afirmou.

Ele promete recorrer à Justiça caso Daniel mantenha seu discurso na Câmara. “No estado de São Paulo tem a Lei 10.948/2001 que pune a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero. Se ele continuar com esse tipo de discurso, ele vai responder por isso”, prometeu.

Já Gustavo Henrique, representante do coletivo Luana, da Universidade Federal de Osasco, considera o discurso de Daniel Matias fascista. “Quando utilizam termos como ‘gaysismo’, eles articulam ideologias fascistas porque isso afasta a sociedade. Quando usam o termo esquerdopata, por exemplo, acabam politizando um assunto que não tem partido, um tema que é da sociedade civil que levanta uma bandeira chamada LGBTT, que é uma comunidade que defende os princípios e direitos da diversidade”, explica Gustavo.

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