Domingo, 19 de Novembro de 2017

Política


09/11/2017 - 00:00 - Atualizado em 09/11/2017 - 00:00

Emancipadores recorrem a 'vaquinha' para manter a Ordem

Até outubro, entidade não havia recebido recursos públicos e enfrenta problemas financeiros
Por Da redação
Osasco

Jose Carlos Setter, presidente da Ordem dos Emancipadores de Osasco

Jose Carlos Setter, presidente da Ordem dos Emancipadores de Osasco (Foto: Divulgação)
(política@webdiario.com.br)

A Câmara Municipal de Osasco autorizou, na última semana, a revogação da Lei Municipal 4.781/2016 que concedia repasse à Ordem dos Emancipadores de Osasco (OEO), órgão de utilidade pública criado em 1974 com o intuito de preservar e resgatar a memória da cidade. A lei atendia à solicitação para subvenção no valor de R$ 200 mil ao longo de 2017.

Os vereadores autorizaram a prefeitura a repassar apenas R$40 mil à entidade, valor insuficiente para o custeio do órgão. Os emancipadores agora recorrem à “vaquinha” para manter a entidade viva. A alegação da prefeitura para revogar a lei municipal é que a subvenção foi aprovada em meio ao período eleitoral de 2016, mas além de cancelar a lei, a atual administração optou por diminuir o valor destinado à entidade. Com o recurso, que seria repassado a pedido da entidade, a Ordem pretendia informatizar e digitalizar todo o seu acervo histórico para facilitar pesquisas e preservar os documentos. Com a redução da subvenção para R$40 mil no ano, o plano precisou ser abortado.

Até o último mês de outubro, nenhum centavo foi repassado à OEO. Como não tem sócios, nem mantenedores particulares, a Ordem sobrevive necessariamente da subvenção da prefeitura. Sem repasses desde janeiro, os problemas financeiros da Ordem se agravaram e a diretoria do órgão tem recorrido às doações de R$200 entre seus membros. Todas as despesas de custeio da entidade como água, luz, telefone, dentre outros, entre janeiro e setembro foram bancadas por seus membros. Agora, com a revogação da Lei Municipal 4.781/2016, a Ordem dos Emancipadores de Osasco decidiu pedir “socorro”.

Em nota oficial divulgada no último mês de setembro, a OEO afirma que o último repasse recebido foi em 2016 no valor de R$100.030,00. De lá para cá, a entidade reclama de abandono. “A OEO foi abandonada pelos poderes públicos do município ao instituir subvenção de R$40 mil. A OEO pede socorro! A memória histórica e cultural de Osasco não pode morrer” diz a nota.

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