Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Política


29/11/2017 - 00:00 - Atualizado em 29/11/2017 - 00:00

Osasco reduz orçamento em R$226 milhões

Estimado inicialmente em R$2,6 bilhões, orçamento para 2018 foi revisto pelo governo e agora tem receita estimada em R$2,4 bilhões. Só Saúde perdeu R$69 milhões
Por Leonardo Abrantes
Osasco

(política@webdiario.com.br)

A prefeitura de Osasco reduziu a estimativa de orçamento para 2018. Inicialmente estimado em R$2.695.993.263,00, a lei orçamentária recebeu um corte de R$225.936.473,00, para o ano que vem. Agora, a previsão de receita é de R$2.470.056.790, 00. O corte atingiu, principalmente, a secretaria da Saúde que perderá R$69 milhões em relação à primeira peça orçamentária enviada à Câmara Municipal. As demais secretarias também perderam orçamento. Só a Câmara Municipal e o Instituto de Previdência de Osasco (IPMO) não sofreram cortes. A Fito, por sua vez, teve um acréscimo de quase R$23 milhões em relação ao projeto inicial.

A previsão orçamentária inicial foi otimista e elevou em 12% o valor do orçamento em relação a 2017. A revisão trouxe a prefeitura de volta à realidade. Agora, o valor é apenas 2,96% superior ao orçamento do exercício atual. Em sua justificativa, o prefeito Rogério Lins (PODE) não explicou os motivos que levaram sua equipe econômica revisar a peça orçamentária, mas admite que o substitutivo apresentado à Câmara é mais realista. “O presente instituto substitutivo faz-se necessário perante o compromisso desse executivo com os bons princípios da administração pública, especialmente relacionados a ajustes no sistema orçamentário e a cogente correção de inconsistências percebidas após o envio a esta Egrégia Casa de Leis, ponderando também as discussões e apontamentos ao Plano Plurianual e Lei de Diretrizes Orçamentárias”, diz a justificativa assinada pelo prefeito.

Com a revisão do orçamento, todas as secretarias tiveram cortes de receita. A baixa orçamentária mais sentida é na pasta da Saúde. No orçamento inicial, a prefeitura estimava repassar à secretaria R$672 milhões. Agora, o valor caiu para R$602.913.159, ficando abaixo, inclusive, da pasta da Educação, principal orçamento da prefeitura, mas que também sofreu com o corte. De acordo com a nova peça, a pasta gerida por Ana Paula Rossi terá R$620.401.204. A previsão anterior era de R$636.938.108. As exceções aos cortes são o IPMO e a Câmara Municipal que permanecem com os mesmos orçamentos: R$169 milhões e R$63 milhões, respectivamente. A Fito, por sua vez, foi a única que contou com acréscimo em seu orçamento saltando de R$17 milhões para R$40 milhões.
 
PRINCIPAIS ORÇAMENTOS
                        Como era        Como ficou
Saúde              R$672.019.391,00      R$602.913.159,00
Educação        R$636.938.108,00      R$620.401.204,00
IPMO             R$169.697.300,00      R$169.697.300,00
Finanças          R$68.461.456,00        R$49.828.228,00
Câmara           R$63.000.000,00        R$63.000.000,00
Habitação       R$63.000.000,00        R$56.700.000,00
Administração            R$45.933.318,00        R$37.956.924,00
Obras              R$45.000.000,00        R$40.500.000,00
Jurídico           R$40.553.042,00        R$26.643.944,00
Esporte           R$38.025.910,00        R$34.285.603,00
Assistência Social       R$33.699.475,00        R$32.907.076,00
Meio Ambiente          R$32.599.481,00        R$29.653.674,00
Planejamento  R$29.035.299,00        R$5.519.121,00
Cultura            R$19.901.636,00        R$16.990.469,00
Fito                 R$17.431.871,00        R$40.041.871,00
Comunicação  R$14.228.166,00        R$12.733.841,00
Gabinete         R$13.784.019,00        R$11.891.238,00
Relações Institucionais          R$7.952.287,00          R$7.376.570,00
Trabalho          R$7.920.000,00          R$7.848.000,00
Segurança       R$5.450.000,00          R$2.180.000,00
Trânsito           R$3.504.000,00          R$3.453.600,00
SICA              R$1.060.000,00          R$979.000,00
 

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