Quarta-Feira, 17 de Outubro de 2018

Política


09/01/2018 - 00:00 - Atualizado em 09/01/2018 - 00:00

Osasco aguarda determinação do estado para iniciar vacinação em massa contra febre amarela

Secretário Municipal da Saúde já delimitou áreas mais críticas, vacinou 50 mil moradores e se prepara para treinar funcionários das UBSs caso Alckmin decida fracionar as doses.
Por Graciela Zabotto
Osasco

(política@webdiario.com.br)

Segundo o secretário municipal da Saúde, José Carlos Vido, a prefeitura de Osasco aguarda determinação do governo do estado para decidir sobre a vacinação da febre amarela na cidade. Hoje, não há doses suficientes nos postos de Saúde do município. Até agora, 50 mil pessoas foram imunizadas na Zona Norte, onde existem matas nativas. Essa região faz parte do cinturão verde do Horto Florestal e se estende até Santana de Parnaíba e Itapevi. Na extensão que fica na Capital houve suspeita de macacos mortos por febre amarela. No entorno de Osasco não há casos da doença.

Vido explicou que já foi feito o bloqueio, conforme a orientação da Sucem (Superintendência de Controle de Endemias), nas áreas de maior risco, ou seja, a população já está vacinada. “Caso haja liberação da vacina em grande quantidade, vamos preparar todas as nossas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) para atender aos moradores. Isso ainda será definido nesta semana. Acredito que até a próxima segunda-feira teremos novidades sobre o assunto”, completou.

O governador Geraldo Alckmin não descarta fracionar a vacina, ou seja, aplicar apenas meia dose em cada morador. A medida seria emergencial e exigiria um reforço daqui a alguns anos. Atualmente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que a dose certa imuniza a pessoa para a vida toda e eliminou a necessidade de reforço a cada dez anos. Haverá exceção para quem for imunizado com doses fracionadas. Estas deverão tomar novamente a vacina. “Osasco, evidentemente, vai acompanhar aquilo que o governo do estado determinar”, disse Vido. As regras e distribuição das doses devem ser repassadas aos municípios pelo secretário de estado da Saúde, Davi Uip, que definirá inclusive sobre um possível fracionamento. Em um ano foram registrados 27 casos em todo o estado, deste total 12 morreram, nenhum na região Oeste da Grande São Paulo.
 

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