Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018

Política


11/01/2018 - 00:00 - Atualizado em 11/01/2018 - 00:00

Albergue LGBT será votado no retorno do recesso parlamentar

De autoria do vereador Tinha, a proposta foi incluída na pauta de votação no final de 2017, mas não chegou a ser discutida em plenário
Por Leonardo Abrantes
Osasco

(política@webdiario.com.br)

Osasco deve ganhar, em breve, mais um albergue para moradores de rua. O imóvel, construído no Jardim Rochadale, na Zona Norte, está em fase final de acabamento, segundo publicou o prefeito Rogério Lins (PODE) em sua página no Facebook. O novo local deve acolher moradores de rua, seus cachorros e carrocinhas. Haverá espaço para todos. Uma reclamação antiga deles. Muitos se recusavam a deixar as ruas, principalmente no frio, porque não queriam deixar seus pertences e o “fiel companheiro” (cão) ao relento.

Ainda dentro do mesmo tema, a Câmara Municipal de Osasco se prepara para discutir, em fevereiro, a construção de um outro albergue em moldes distintos dos tradicionais, como o do Rochdale que é inédito na cidade. Os vereadores devem debater a possibilidade de um albergue LGBT no município. Transformada em Projeto de Lei, pelo vereador Tinha Di Ferreira (PTB), a proposta foi incluída na pauta de votação no final de 2017, mas não chegou a ser discutida em plenário.

Com isso, para ter validade, a matéria precisará ser aprovada em duas discussões antes de ser encaminhada para sanção ou veto do prefeito Rogério Lins. Em sua justificativa, Tinha destacou a violência contra pessoas LGBT, classificada por ele como “crimes de ódio”, como motivação para criação do albergue. “A separação dos usuários de albergues em apenas três grupos: homens, mulheres e famílias, exclui cidadãos cujo direito de escolha sobre a identidade de gênero e o papel exercido na sociedade diferem do estabelecido pela esfera municipal, graças a isso, parcela significativa do grupo LGBT prefere a segurança das ruas às violências que, por vezes, sofrem nos albergues municipais, onde o abrigo é feito em acordo com a identidade biológica do cidadão e não sobre as suas escolhas de identidade social”, afirmou.

A proposta, contudo, deve encontrar resistência entre os vereadores. Na atual legislatura, a bancada religiosa, principalmente a evangélica, é a maior da Câmara Municipal. Ao longo do ano passado, a postura conservadora da Casa ficou evidente na aprovação de moções de repúdio contra, por exemplo, a divulgação de um folder na página da Secretaria da Cultura, representando um beijo gay entre o Batman e o Superman. 
 

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