Domingo, 15 de Julho de 2018

Polícia

13/04/2018 - 00:00

Presidente da Câmara de Barueri é assaltado em falsa blitz

Usando coletes da Polícia Civil, assaltantes abordaram o carro de Carlinhos do Açougue, em avenida, dizendo que havia um mandado de busca e apreensão contra ele. Depois o obrigaram a dirigir até sua casa, em um condomínio
Por Redação
Osasco

Carlinhos do Açougue

Carlinhos do Açougue (Foto: Luciano Benazzi)
(policia@webdiario.com.br)

O presidente da Câmara Barueri, vereador Carlinhos do Açougue, foi vítima de um assalto na última terça-feira ao ter seu veículo parado em uma falsa blitz da Polícia Civil,  na Estrada Velha de Itapevi. Ele atendeu ao sinal de parada de quatro falsos policiais, que estavam em um Palio e usando coletes com a inscrição “Polícia Civil”. Os homens disseram que tinham um mandado de busca e apreensão contra ele, sob acusação de desvio de R$5 milhões e que precisavam ir até sua casa para “conversar”.

Três deles entraram no carro do vereador, inclusive um assumindo o volante,  e outro foi dirigindo o Palio, logo atrás. O veículo de Carlinhos entrou no condomínio onde mora e o outro carro ficou do lado de fora. Os homens desceram com ele e, armados, também fizeram sua mulher e filho reféns. Nesse momento, o telefone da casa tocou e os homens, ao saberem que a ligação era da portaria do condomínio, resolveram ir embora. Mas levaram o carro do vereador, que é blindado, além de seu celular e também de sua esposa e ainda R$3,5 mil que ele levava no carro.

Carlinhos pediu socorro à Guarda Civil Municipal, que encontraram o veículo abandonado na rua Mina, no Jardim Júlio. Na sequência, o caso foi registrado no 1º DP de Barueri, com roubo. Até o fechamento desta reportagem, Carlinhos do Açougue não havia se pronunciado sobre o caso. Esse é o segundo caso de violência que atinge um vereador de Barueri. Em 5 de setembro de 2016, o vereador Jânio Gonçalves e sua família foram feitos reféns quando chegavam em casa.

A ação durou cerca de duas horas, período em que ele foi agredido e torturado pelos assaltantes, que chegaram inclusive a injetar um líquido em seu corpo, dizendo ser veneno, como forma de ameaça. Devido às agressões, ele ficou internado na UTI do Hospital Municipal de Barueri, mas se recuperou e, no mês seguinte, foi reeleito, para seu oitavo mandato.

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