Sábado, 21 de Julho de 2018

Cotidiano


15/05/2018 - 00:00 - Atualizado em 15/05/2018 - 00:00

Do flerte no ponto de ônibus para o altar

Por Da redação
Osasco

Do flerte no ponto de ônibus para o altar

Do flerte no ponto de ônibus para o altar (Foto: Divulgação)
(cotidiano@webdiario.com.br)

Uma trajetória que cruzou e inclui um amor que começou em um ponto de ônibus de Osasco e terá seu ponto alto no altar, com direito ao prefeito Rogério Lins e a primeira-dama Aline Lins como padrinhos. Essa é a história do nigeriano Emmanuel Ugonna Mbamasa, 36 anos, que chegou ao Brasil há três e conheceu a viúva Maria Aparecida Santos da Cruz, de 47. Eles serão o casal símbolo 24ª edição do Casamento Comunitário, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade e que acontece no dia 26 no ginásio da Fito Zona Sul.  Eles representarão os 152 que também vão oficializar sua união no evento. 

Emmanuel trabalha como vidraceiro, profissão que exercia em seu país. Ele conheceu Maria Aparecida há 1 ano e três meses e  moram juntos há sete meses, no Jardim Veloso. Eles se conheceram em um ponto de ônibus. “Eu morava no Novo Horizonte e não conhecia muito bem as linhas que passam por lá. Estava há bastante tempo parado no ponto, esperando o ônibus para voltar para casa. Os ônibus passavam cheios e não dava para entrar. Aí ela chegou e perguntei se tinha outra linha que ia para lá. Ela me indicou a linha 496, a mesma que ela usava. Fomos conversando no trajeto. Eu procurava outra casa com preço de aluguel mais em conta. Perguntei se ela conhecia algum imóvel. Trocamos telefone e ela ficou de me avisar, caso soubesse de algo. Algumas semanas depois indicou uma casa por lá mesmo. Aos poucos fomos nos conhecendo e uns dois meses depois começamos a namorar. Senti que é a pessoa com quem pretendo me casar. Não vejo a hora de concretizar esse desejo de constituir uma família”, explicou o africano.

O vidraceiro voltou a estudar e cursa o ensino médio em uma escola púbica da cidade. Também está matriculado em um centro de idiomas para estrangeiros. “Aprendi bastante coisa, mas ela me ajuda muito com as palavras em português”. Já Maria Aparecida foi casada durante 23 anos e tem quatro filhos (dois homens e duas mulheres), todos adultos. Está viúva há 3 anos e meio. “Não consigo me conter de alegria. O casamento comunitário é uma bênção, porque a gente não tem condições de fazer uma cerimônia. Íamos casar só no cartório”, conta a noiva. A  celebração terá direito a alianças, buquê e vestido.

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