Segunda-Feira, 21 de Maio de 2018

Política


16/05/2018 - 00:00 - Atualizado em 16/05/2018 - 00:00

Tinha quer caixão e coroa de flores para baixa renda

Beneficiados serão famílias com renda de até 5 salários mínimos. O projeto dispõe sobre a privatização dos serviços funerários. Se aprovado, quem comprovar baixa renda ainda contará com transporte gratuito para o cortejo.
Por Juliana Oliveira
Osasco

Tinha Di Ferreira (PTB)

Tinha Di Ferreira (PTB) (Foto: Luciano Benazzi)
(política@webdiario.com.br)
 
Começou a tramitar na Câmara de Osasco projeto de lei, de autoria do vereador Tinha Di Ferreira (PTB), que pretende privatizar os serviços funerários da cidade. De acordo com a matéria a empresa que ganhar a concessão terá que fornecer gratuitamente caixões, transporte, coroas e flores para o cortejo às famílias com renda de até 5 salários mínimos. A empresa também deverá fornecer noticiário de falecimentos e ofícios religiosos fúnebres para os jornais e emissoras de rádio e televisão da cidade com o seguinte texto: "Todo cidadão residente em Osasco, e reconhecidamente sem recursos financeiros, tem direito a serviço funerário gratuito prestado pelas concessionárias que atuam na cidade".

Para o autor, o projeto tem como objetivo organizar e aprimorar a administração dos cemitérios, capelas, mortuárias e dos serviços funerários prestados em Osasco, com a ampliação da oferta dos serviços, garantindo a qualidade e adaptação das exigências ambientais e de saúde pública, sem onerar a municipalidade.  Atualmente Osasco conta com três cemitérios municipais, sendo eles Santo Antônio, Bela Vista e Girassóis e outros dois velórios municipais, a empresa que ganhar a concessão, caso o projeto se torne Lei, terá que administrar esses 5 espaços.

O petebista também garantiu em seu projeto, “o respeito à dignidade da pessoa humana, viva ou morta, que vedam a criação de restrições ao sepultamento com fundamento em crença religiosa ou discriminação fundada em raça, sexo, cor, trabalho ou convicções políticas”, como as que existiram no passado, em relação, por exemplo, aos escravos. Em São Paulo, uma das propostas do ex-prefeito João Dória (PSDB), era  “delegar à iniciativa privada” a prestação de serviços funerários e administração dos 23 cemitérios municipais da capital, porém, com sua saída da administração para concorrer às eleições de 2018, a privatização acabou não saindo do plano de governo.  

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