Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018

Cotidiano


04/06/2018 - 00:00 - Atualizado em 04/06/2018 - 00:00

'Não há médicos em prateleiras'

Frase é do secretário da Saúde de Osasco, José Carlos Vido, sobre dificuldades de contratação. Segundo ele, mesmo com contratação via empresa terceirizada há demora em repor profissionais na rede. Próximo passo é ampliar os turnos nas UBS
Por Erica Celestini
Osasco

Imagem ilustrativa

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(cotidiano@webdiario.com.br)

Mesmo com a realização de processo seletivo, no início de 2016; de concurso público, em agosto de 2017; e da realização de contratações por meio de uma empresa terceirizada, a Prefeitura de Osasco ainda tem dificuldades para completar o quadro de médicos na rede municipal de Saúde.

A informação foi dada pelo secretário José Carlos Vido, ao ser questionado sobre o tema, pela vereadora Régia, durante audiência pública de prestação de contas da pasta, realizada na Câmara Municipal. “Estamos contratando médicos por meio de uma pessoa jurídica com sinal verde do Tribunal de Contas, porque não queremos nada irregular. Como fizemos o processo seletivo e o concurso público e não tivemos sucesso, não podemos deixar a população sem atendimento. Mas a empresa também tem dificuldades para contratação. Não há médicos nas prateleiras. Tem que buscar no mercado”, afirmou.

Ainda assim, segundo o secretário, a situação está melhor que a registrada no início da atual gestão. “A maternidade hoje tem plantões regulares. Os pronto-socorros estão bem atendidos. Nunca tivemos, desde que assumimos, equipes tão completas como temos hoje”, destacou.

Vido disse ainda que a medida gera economia aos cofres públicos. “A hora trabalhada desses médicos custa 15% a menos do que gastávamos com a folha de pagamento”, explica. Nesse tipo de contratação, a prefeitura faz pagamentos diretamente à empresa, que é responsável pelos salários dos profissionais.

Segundo Vido, foram priorizadas contratações de médicos para a Maternidade Amador Aguiar e atendimentos de urgência e emergência. “Há um mês, começamos a colocar ginecologista, pediatra e clínico geral nas UBS”, detalhou. Depois que os quadros estiverem completos, segundo ele, será possível ampliar os turnos de atendimento. “Teremos a possibilidade de atender até as 18 horas, com dois turnos. Já nas unidades que atendem até as 20 horas, poderemos ter um terceiro turno. Mas ainda dependemos de ter os médicos na rede para ampliar um pouco o horário de atendimento”, reforçou.

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