Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018

Política


12/06/2018 - 00:00 - Atualizado em 12/06/2018 - 00:00

Da prisão Lula poderá eleger presidente, afirma João Paulo

Segundo ex-deputado federal, em caso de vitória, nas eleições, de candidato apoiado por Lula, país teria dois pólos de poder, um em Brasília e outro na cela em Curitiba
Por Júlio Rezende
Região

João Paulo Cunha

João Paulo Cunha (Foto: Renato Silvestre)
O ex-deputado federal João Paulo Cunha, juntamente com o presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, Aguimarães de Caldas e o coordenador da Macrorregião da legenda, Valdir Roque, anunciaram na manhã de ontem, 12, de que forma estão preparando os militantes petistas para o enfrentamento da campanha eleitoral deste ano. Para tanto, realizam evento na próxima sexta-feira,

‘A situação do Brasil e o processo eleitoral’. Durante entrevista coletiva com a imprensa regional, João Paulo, fez considerações sobre a manutenção da candidatura de Lula à presidência da República, na qual ele argumenta que o líder petista poderá inclusive participar do programa eleitoral na TV e no rádio. Para João Paulo, os prazos para registro de candidatura, impugnação e recursos levarão pelo menos 15 dias e, portanto, adentrando no período da propaganda eleitoral.

“Desta forma Lula terá do dia 31 de agosto até 16 de setembro para participar da programação. Mesmo preso ele aparecerá porque já possui dezenas ou centenas de vídeos que foram gravados durante as outras campanhas que participou. Sua presença estará garantida porque seus direitos políticos não estão cassados”, argumentou o ex-deputado.

Segundo ele, o PT na região passa por um processo de reconstrução. “Surpreendentemente esse processo está muito bom. Pra quem achava que acabou tudo, há ainda um pouco de borracha pra queimar”. João Paulo afirmou ainda, que as pesquisas de intenções de votos apontam que se Lula indicar um candidato, conseguirá transferir cerca de 30% dos votos para o indicado.  “Se o indicado por Lula for ao segundo turno e vencer a eleição, teremos dois polos de poder no país. Um no Palácio do Planalto e outro na cela em Curitiba, porque o eleito terá certamente um sentimento de gratidão pelo ex-presidente.”, argumenta.

Para Valdir Roque, as análises sobre política feitas pelo companheiro de partido são sempre muito assimiladas pela militância. “O João Paulo é um dos careais do nosso partido e devemos muito de nossa estrutura à colaboração e à linha de pensamento dele. Nossa macro é composta por 16 cidades e esperamos que todos eles possam participar da nossa atividade e nos prepararmos para a luta eleitoral”, afirmou Roque. Este também é o pensamento do presidente do diretório que argumenta que todas as vezes que o partido se dividiu, perdeu. “Nas eleições de 2016, tínhamos pelo menos três grupo petistas e isso nos enfraqueceu, por isso, queremos nos unir ainda mais com esses encontros regionais”, disse Aguimarães.

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