Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018

Polícia

11/07/2018 - 00:00 - Atualizado em 11/07/2018 - 00:00

Preso 2º suspeito de assassinar jovem na porta de casa

Por Erica Celestini e Maranhão
Osasco

(policia@webdiario.com.br)

Após quase três meses de investigação, o SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Delegacia Seccional de Osasco, prendeu o segundo – e último – suspeito do assassinato de Tatiane Moraes da Silva, de 29 anos, morta a tiros, no dia 25 de abril, quando chegava em sua casa, no Jardim Roberto. Em 15 de maio, Thiago Garcia, de 32 anos, já havia sido preso, acusado de ser o mandante do crime. E, na noite desta terça-feira, foi preso na Vila Pestana o homem apontado como o atirador, identificado como Rodrigo e conhecido como “Machucado”.  O caso envolveu uma vingança passional. Thiago namorou, por 9 anos, uma jovem chamada Ana Paula, que era a melhor amiga de Tatiane.

Após por um fim ao relacionamento, as duas jovens passaram a sair juntas, frequentando barzinhos. Mas Thiago não se conformou com o fim do namoro e passou a perseguir Ana Paula. Em uma das investidas, quando flagrou as duas moças em um bar, Tatiane ameaçou chamar a polícia. Dias depois, ela foi assassinada quando chegava em casa. A jovem parou o carro em frente ao imóvel e aguardava a mãe abrir o portão quando uma Fiorino parou e um homem desceu, efetuando disparos, que atingiram Tatiane na cabeça e no tórax.

Ela morreu no local. A partir daí, a polícia iniciou investigações que incluíram análise de horas de imagens captadas por câmeras de segurança, dentre outros indícios, até chegar a Thiago, que estava ao volante do carro. Os investigadores também há haviam identificado Rodrigo e fizeram campanas até pegá-lo em sua casa.  Após cumprir 16 anos de prisão, ele havia deixado a cadeia em dezembro do ano passado. Segundo os investigadores, a frieza de Thiago foi o fato que mais chamou a atenção no caso.

“Após cometer o crime, ele foi para casa, convidou um primo para dar um “rolê” e foi indicando o caminho até passar em frente à casa de Tatiane. Ao ver as viaturas, desceu do carro e ainda perguntou a familiares das vítimas o que havia acontecido no local”, conta a investigadora Ildete, que atuou no caso. As investigações foram comandadas pelo delegado titular do SHPP, Francisco Pereira Lima, e pelo chefe dos investigadores, Carlos Alberto Ramos da Costa.

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