Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018

Polícia

03/08/2018 - 00:00 - Atualizado em 03/08/2018 - 00:00

Assassino pede perdão para família de morto em Osasco. Prisão aconteceu nesta quinta-feira

Rapaz matou com seis tiros, dois acertaram o coração, homem com quem havia tido um desentendimento no trânsito três dias antes. Ele afirmou estar arrependido
Por Erica Celestini e Maranhão / policia@webdiario.com.br
Osasco

Assassino pede perdão para família de morto em Osasco

Assassino pede perdão para família de morto em Osasco (Foto: Maranhão)
Arrependido. Foi assim que o homem preso, na manhã desta quinta-feira, por ter cometido um assassinato após briga de trânsito, em Osasco, se definiu. Em rápida entrevista ao Diário, enquanto era transferido para o sistema penitenciário, ele ainda pediu perdão à família da vítima.  Identificado como Carlos, ele foi detido por equipes do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) após duas semanas de investigação e confessou o crime, praticado em 19 de julho na rua Dr Mario Pinto Serva, no Centro, onde a vítima, identificada como Wagner, morava.

Três dias antes, os dois se envolveram em uma discussão de trânsito na avenida Visconde de Nova Granada, também em Osasco. Carlos freou seu veículo, um Fiesta, em farol amarelo. O outro motorista, identificado como Wagner, que vinha atrás em um Uno, não gostou e começou a xingá-lo. Depois, desceu com um bastão de beisebol e quebrou o carro de Carlos. Dias depois,  Carlos foi até a rua onde Wagner morava e o assassinou, com 6 tiros, quando saia de sua casa. Agora, a polícia investiga como ele descobriu  o endereço da vítima.

E ainda apura se houve participação de outras duas pessoas no assassinato, já que foi acompanhado ao local do crime e no carro de um “conhecido”. Carlos atirou seis vezes contra Wagner. Duas balas atingiram o coração. A arma do crime ainda não foi localizada. Na investigação, a equipe do SHPP tinham como pistas apenas relatos da briga e imagens borradas  do Palio usado pelo assassino na fuga. Foi a partir de várias combinações de placas que os policiais chegaram até o veículo, que pertencia a um amigo de Carlos, e depois chegaram até ele.

Outro detalhe pesou nas investigações. Os  investigadores sabiam, pelas imagens, que o atirador era canhoto e, procurando informações de Wagner nas redes sociais, viram imagens com um cigarro na mão esquerda. Ao fazer exame residuográfico, o suspeito disse que era destro. Mas assinou os papéis com a mão esquerda, aumentando as suspeitas. Após expedição do mandado de prisão, pela Justiça, os investigados montaram um cerco à casa do acusado, conseguindo prendê-lo por volta das 8h30, ao sair de casa para passear com o cachorro. Carlos já havia cumprido 15 anos de prisão por roubo.

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