Segunda-Feira, 20 de Agosto de 2018

Polícia

06/08/2018 - 00:00 - Atualizado em 06/08/2018 - 00:00

Policiais militares acusados de integrar grupo de extermínio em Osasco vão a julgamento

Eles são acusados de terem tentando assassinar 4 pessoas, em um bar no Jardim Cirino, como vingança pela morte de um PM que faziam bico como segurança de uma farmácia na rua Primitiva Vianco, no Centro. Crimes aconteceram em 2013. Um dos acusados também participou da chacina que deixou 17 mortos em 2015 em Osasco e Barueri
Por Da redação / policia@webdiario.com.br
Osasco

Teve início nesta segunda-feira o julgamento de um policial militar e um vigia acusados de integrar um grupo de extermínio que agia em Osasco e, em 2013, tentou assassinar  4 pessoas em um bar na cidade. Outros dois PM e um vigia também são alvo da mesma acusação e devem ir a júri  no dia 13. O processo foi desmembrado e, por questões de segurança, os julgamentos acontecem no Fórum a Barra Funda, na Capital. De acordo com a acusação, o grupo atracou as quatro pessoas em vingança contra a morte de um policial na manhã do dia 5 de fevereiro de 2013 em Osasco.

O soldado Luiz Carlos Nascimento da Costa estava de folga e fazia bico de segurança numa farmácia, na rua Primitiva Vianco, no Centro de Osasco, quando foi morto. Segundo o MP, outros policiais, amigos do que morreu, saíram de carro e moto, usando toucas, na noite do mesmo dia e atiraram em supostos suspeitos que estavam no Malokas Bar, na Rua Olívio Basílio Marçal, no Jardim Cirino.  Dentre eles está um policial já condenado pela morte de 17 pessoas durante chacina em Osasco, em 2015, também motivada por vingança pelo assassinado de um policial e um guarda municipal.

Na mesma noite do ataque ao Cirino, mas quinze minutos antes, outras três pessoas haviam sido mortas a tiros na Rua Vila Nova, no Conjunto Vitória. Durante à tarde daquele mesmo dia já tinha ocorrido outro ataque: dois irmãos foram baleados, sendo que um deles morreu e o outro se feriu.  Para a Polícia Civil, todos os ataques estão relacionados. Mas, nesta segunda-feira, o julgamento envolve apenas as quatro tentativas de assassinato pelo sargento da Polícia Militar (PM) Francisco Marcelo Santos e o vigia Paulo Roberto da Silva.

Os dois estão presos preventivamente. Já no dia 13, serão julgados o tenente Diego Rodrigues de Almeida; o soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Fabrício Emmanuel Eleutério; e o vigia Marcio Silvestre Ferreira.  Diego responde ao processo em liberdade. Já Fabrício está preso devido a condenação a 255 anos, sete meses e dez dias, pela chacina de Osasco.

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