Segunda-Feira, 20 de Agosto de 2018

Cotidiano


09/08/2018 - 00:00 - Atualizado em 09/08/2018 - 00:00

Mesmo com chuva, nível do Cantareira é crítico

Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
Região

Em apenas 9 dias já choveu, sobre o sistema Cantareira, o dobro do esperado para o mês inteiro de agosto. A precipitação acumulada sobre as represas que foram o manancial, entre os dias 1 e 9 de agosto, é de 63,5 mm, enquanto a média histórica, para esse período do ano, é de 34,5 mm. Com tanta água, a sequência de quedas no nível de armazenamento do reservatório foi estacada, embora a situação ainda seja crítica. Nesta quinta feira, o Cantareira operava com 39,9% de sua capacidade, 0,3 pontos percentuais a mais que os 39,6%.

O nível mais baixo, nesse período, foi atingido nos dias 2 e 3 de agosto, quando o nível caiu para 39,5%. A partir daí, foram cinco dias de alta e dois de estabilidade,  em 39,9%.    Quanto às chuvas, o maior volume foi registrado no dia 4 de agosto, com 21,2 mm. E o segundo maior, em 2 de agosto, com 11,9 mm.  O grande volume de chuvas, em agosto, interrompeu ainda um período de seis meses seguidos chuvas abaixo da média sobre o sistema. Em julho, por exemplo, o volume acumulado foi de apenas 11,88 mm sobre as represas que formam o manancial, enquanto o esperado eram 48,7 mm.

Com isso, o Cantareira fechou o mês operando com 39,6% de sua capacidade de armazenamento. Em 30 de julho de 2017, o nível estava em 63%. Já em 2016, em 46,9%. Já em 2015, o Cantareira operava no chamado “volume morto”. Sem ele, o índice estava em -10,5%. Apesar dessa situação, o governador Marcio França já descartou a adoção de racionamento de água e de uso do volume morto este ano. "Para esse ano dá (a água). Foram as ações corretas do governador Alckmin, na hora certa, de fazer interligações de represas que produziram essa solução. A crise de estiagem esse ano é maior que as outras", afirmou.  A Sabesp também descarta racionamento até o final de 2019.

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