Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018

Polícia

10/08/2018 - 00:00 - Atualizado em 10/08/2018 - 00:00

Mais três vão a júri por grupo de extermínio

Por Da redação / policia@webdiario.com.br
Osasco

Acontece na segunda-feira, dia 13, o julgamento de dois policiais militares e de um vigia acusados de integrar um grupo de extermínio que agia em Osasco e, em 2013, tentou assassinar  4 pessoas em um bar na cidade. Outro PM e um vigia, alvo da mesma acusação, foram a júri na segunda-feira passada e acabaram absolvido.  O julgamento, assim como o primeiro, acontece no Fórum a Barra Funda, na Capital. De acordo com a acusação, o grupo atacou as quatro pessoas em vingança contra a morte de um policial na manhã do dia 5 de fevereiro de 2013 em Osasco.

O soldado Luiz Carlos Nascimento da Costa estava de folga e fazia bico de segurança numa farmácia, na rua Primitiva Vianco, no Centro de Osasco, quando foi morto. Segundo o MP, outros policiais, amigos do que morreu, saíram de carro e moto, usando toucas, na noite do mesmo dia e atiraram em supostos suspeitos que estavam no Malokas Bar, na Rua Olívio Basílio Marçal, no Jardim Cirino.  Na mesma noite do ataque ao Cirino, mas quinze minutos antes, outras três pessoas haviam sido mortas a tiros na Rua Vila Nova, no Conjunto Vitória.

Durante à tarde daquele mesmo dia já tinha ocorrido outro ataque: dois irmãos foram baleados, sendo que um deles morreu e o outro se feriu.  Para a Polícia Civil, todos os ataques estão relacionados. Mas os julgamentos envolvem apenas as quatro tentativas de assassinato. Foram absolvidos o sargento Francisco Marcelo Santos e o vigia Paulo Roberto da Silva. Já nesta segunda, serão julgados o tenente Diego Rodrigues de Almeida; o soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Fabrício Emmanuel Eleutério; e o vigia Marcio Silvestre Ferreira. 

Diego responde ao processo em liberdade. Já Fabrício está preso devido a condenação a 255 anos, sete meses e dez dias, por outro crime, uma chacina que, em 13 de agosto de 2015, deixou 17 mortos em Osasco e Barueri, também por vingança, mas pela morte de um PM e um guarda municipal, nas duas cidades, durante assaltos.

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