Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018

Política


13/09/2018 - 00:00 - Atualizado em 13/09/2018 - 00:00

Haddad vai doar áreas da União para moradias

Osasco e Carapicuíba foram escolhidas para primeiros atos de campanha do candidato petista à Presidência. Ele afirmou que vai destinar áreas federais, nas regiões metropolitanas, ao programa Minha Casa, Minha Vida, e também anunciou política para reduzir tarifas metropolitanas de transporte público
Por Da redação / politica@webdiario.com.br
Osasco

Haddad vai doar áreas  da União para moradias

Haddad vai doar áreas da União para moradias (Foto: Marcelo Deck)
Carapicuíba e Osasco foram as cidades escolhidas por Fernando Haddad para  seu primeiro ato de campanha após ter sido oficializado, na última terça-feira, candidato do PT à Presidência da República. A agenda começou por Carapicuíba, onde fez caminhada, no Centro, ao lado de sua vice, Manuela D´Ávila, do PCdoB. Em Osasco, a dupla caminhou pelo Calçadão da rua Antônio Agu e participou de ato em frente à estação da CPTM.  Em entrevista, o petista anunciou duas medidas que pretende adotar, caso eleito, voltadas às regiões Metropolitanas. Uma delas é destinar áreas pertencentes à União, nas cidades, para ao programa Minha Casa, Minha Vida.

”O governo federal dispõe de muitas terras bem localizadas, que serão cedidas para o Programa Minha Casa, Minha Vida, para retomarmos o programa de moradia. Elas já contam com toda a infraestrutura, para que o trabalhador não precise se deslocar muito longe de sua residência para o trabalho”, afirmou. Ele também pretende criar uma “autoridade metropolitana de transporte urbano” em cada região Metropolitana, que vai elaborar mecanismos de transporte integrado para baratear tarifas.

“As pessoas que moram em cidade vizinhas às capitais pagam, em geral, muito mais pelo transporte e também são de renda mais baixa. Por isso, queremos essa autoridade. Para criar uma situação de mobilidade que atenda ao trabalhador”, completou. Haddad evitou ainda críticas aos adversários, mesmo quando foi perguntado sobre frase de Ciro Gomes afirmando que ele seria “uma nova Dilma” e que o Brasil “não aguentaria isso”. “Adotamos uma estratégia até o final da campanha de só falarmos de propostas e só compararmos propostas. Não vamos responder a esse tipo de ataque pessoal”, completou.

Por outro lado, foi crítico ao governo Temer ao falar sobre medidas que deve adotar para controle dos preços dos combustíveis. “Não vamos adotar a mesma política de preços do governo Temer. Ele vinculou os preços domésticos aos praticados no mercado internacional. Só que nós somos um dos maiores produtores de petróleo do mundo, por isso vamos voltar a praticar a política do período do governo Lula. A Petrobras é uma empresa que deve ser respeitada e ter o seu lucro respeitado, mas também precisa atender aos interesses dos brasileiros”, afirmou.

O evento contou ainda com a participação de lideranças políticas do PT, incluindo os candidatos ao senado Eduardo Suplicy e Gilmar Tatto e os ex-prefeitos de Osasco, Emidio de Souza, e de Carapicuíba, Sergio Ribeiro, que são candidatos a deputado estadual, além do deputado federal Valmir Prascidelli, que concorre à reeleição.


“Saída para o Brasil é adotar Plano Lula de Governo”, afirma

Durante visita a Osasco, Fernando Haddad e Manuela D´Avila também adotaram o que já virou uma tradição entre os candidatos que fazem campanha na cidade. Eles pararam em um dos vários carrinhos do Calçadão da rua Antônio Agu e comeram cachorro-quente. Após o lanche, visitaram lojas e pararam para ouvir um sanfoneiro, que tocou “Asa Branca”. Depois, seguiram até a frente da Estação, onde subiram em um carro de som, para ato político. Em seu discurso, o candidato petista à Presidência da República destacou que o Plano de Governo do partido e da coligação leva a assinatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido na Polícia Federal, em Curitiba. E defendeu suas propostas como a “única forma” de tirar o País da crise.

“Denominamos Plano Lula de Governo porque o presidente Lula assinou junto conosco e Manuela e eu ratificamos na última terça-feira, com a entrega no TSE. Infelizmente as autoridades brasileiras cassaram o direito do Lula de voltar ao Palácio do Planalto, mas ele não é uma pessoa. É uma ideia, um projeto que todos nós representamos. São milhões de Lulas que vão para as ruas nas próximas 3 semanas, defendo o Brasil, a soberania, as empresas estatais, nosso pré-sal, nossas riquezas e nosso povo. A única chance desse país sair da crise é o Plano Lula de Governo e nós, juntos, vamos implementar e tornar realidade”, destacou.

Ele também mandou um recado aos adversários. “Fizeram de tudo pra gente morrer na praia, mas a data está marcada: dia 7 de outubro vai ser morte desse projeto neoliberal que quase acabou com o Brasil, que vai voltar a ser do povo”, completou.  Além disso, lembrou que, como ministro da Educação do governo Lula, garantiu benefícios às cidades da região, como a Universidade Federal em Osasco e a construção de 12 creches em Carapicuíba. “A Unifesp representa o direito do povo de Osasco de ter seu filho matriculado numa universidade pública sem ter que mudar de cidade”, destacou.

Já Manuela convocou a militância para sair às ruas nessas três semanas que faltam até as eleições. “Aqui estão aqueles que sabem que é preciso governar para os trabalhadores. Aqui estão aqueles que criaram o Prouni, as escolas técnicas, o Minha Casa Minha Vida e as políticas que garantiam dignidade aos trabalhadores. Vocês são as nossas pernas e as nossas vozes nas ruas nos próximos dias para a gente vencer a eleição. Então, queremos pedir que nos próximos dias vocês sejam o Lula, sejam o Haddad e sejam a Manuela, porque a gente vai vencer a eleição”, afirmou.


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