Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018

Cotidiano


14/09/2018 - 00:00 - Atualizado em 14/09/2018 - 00:00

Inadimplência cresce pelo 11º mês e 62,9 milhões estão com nome sujo

Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
Região

O volume de consumidores com contas em atraso voltou a subir em todo o país. A alta foi de 3,63% na quantidade de novos inadimplentes na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito e revelam ainda que esse foi o o 11º crescimento consecutivo na comparação anual, apesar de a alta ser mais modesta do que nos meses de junho (4,07%) e julho (4,31%). Em números absolutos, estima-se que aproximadamente 62,9 milhões de brasileiros estejam com restrições ao CPF, o que representa 41% da população brasileira adulta.

Se na comparação anual houve um aumento de brasileiros com contas atrasadas, na comparação mensal a inadimplência apresentou ligeira queda. Na passagem de julho para agosto, diminuiu em -0,71% a quantidade de pessoas inadimplentes. É a segunda queda mensal seguida observada pelo SPC Brasil. O indicador ainda revela que é entre a população mais velha que a inadimplência mais cresce. Na comparação entre agosto de 2018 com agosto de 2017, aumentou em 9,56% a quantidade de inadimplentes com idade de 65 a 84 anos. Por outro lado, houve queda entre os mais jovens.

Considerando a população de 18 a 24 anos, houve um recuo de 23,20%. Por outro lado, em números absolutos, a maior parte dos inadimplentes está compreendida na faixa dos 30 aos 39 anos, com 17,9 milhões de pessoas com nome sujo. Os dados das pendências por setor credor revelam que as dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial e empréstimos,  é a que apresentou a alta mais expressiva em agosto: 7,03% na comparação com o mesmo mês de 2017. O segundo setor mais impactado foi o de serviços básicos, como água e luz, cujo crescimento foi de 3,42%.

Os atrasos no crediário do comércio caíram -6,01%, enquanto as pendências com TV por assinatura, internet e telefonia se mantiveram estáveis, com pequeno avanço de 0,01% no período.
 

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