Quinta-Feira, 18 de Outubro de 2018

Política


10/10/2018 - 00:00 - Atualizado em 10/10/2018 - 00:00

'Matrimônio sem filhos, não tem validade', diz vereador

Rogério Santos incentiva casais com muitos filhos. "É uma falácia dizer que tem que ter um ou dois filhos só por causa da condição financeira desfavorável. Isso é mentira".
Por Da redação / politica@webdiario.com.br
Osasco

Durante a discussão da Moção de Apoio pelo dia do nascituro, comemorado anualmente em 8 de outubro, de autoria de Ricardo Silva (PRB), o vereador Rogério Santos (Podemos), defendeu a produção de filhos em larga escala. Para ele, “matrimônio sem filhos não tem validade real” e incentivou famílias numerosas e casais com muitos filhos na cidade. “Sou o caçula de 14 filhos”. Rogério Santos afirmou que uma das mentiras que se espalham, por aí, é que as famílias devem ser menos numerosas. “É uma falácia dizer que tem que ter um ou dois filhos só por causa das condições financeiras desfavoráveis, isso é mentira. Nenhuma família é infeliz porque tem filhos, porque gerou muitos filhos, eu, por exemplo, sou o caçula de 14 filhos, e minha família é muito feliz”.

Ele defende que famílias com muitos irmãos são menos egoístas porque aprendem a dividir. “Nossa sociedade está cada vez mais egoísta, às vezes, as pessoas casam e não é nem pra ter filhos, querem só dividir, sonhar sonhos de conquistas e riquezas. São matrimônios que não tem validade real porque não querem gerar filhos, que é o essencial do casamento”. A moção foi apresentada por Silva como um reforço a campanha contra aborto na Câmara de Osasco. Segundo o autor, a data não é apenas uma luta contra o aborto, mas também para garantir os direitos das crianças depois de nascidas.

De acordo com Silva, a data foi inserida no calendário oficial do município, por meio da Lei nº 4504 de 2011, de autoria do ex-vereador Aluísio Pinheiro (PT), e serve para “alertar a respeito do direito de nascer”. Ela é, principalmente, voltada a atenção às famílias, com ênfase para as mulheres grávidas. Para o autor, é necessário ressaltar que tão importante quanto conscientizar e lutar pela vida do bebê na barriga da mãe é também a necessidade de lutar para que as crianças, após nascidas, tenham seus direitos garantidos.
 

Newsletter
Conteúdo exclusivo para você
Capa do Dia
Vip Style