Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018

Cultura


19/10/2018 - 00:00 - Atualizado em 19/10/2018 - 00:00

Da França para Osasco, escritora participa da Semana da Literatura nesta quarta

Por Da redação / gracielazabotto@webdiario.com.br
Osasco

Na próxima quarta-feira, 24, das 16h30 às 17h30, a escritora e jornalista brasileira radicada na França, Mazé Torquato Chotil, participa da Semana da Literatura de Osasco, na Biblioteca Monteiro Lobato, na Avenida Marechal Rondon, 260, Centro.  

Durante o encontro, além de abordar sobre sua ligação com Osasco, cidade onde cresceu e trabalhou antes de ir para a França, Mazé vai falar sobre sua mais recente obra: ‘José Ibrahim – O líder da primeira grande greve que afrontou a ditadura’.
 
Composta por quatro capítulos – A construção do homem, 1968, O exílio e A volta à pátria – o livro é uma tentativa de reconhecer a importância de Ibrahim e da história do movimento sindical de Osasco. “Se não houvesse Osasco de 1968, não haveria o ABC de 1978. Sinaliza mos um caminho que o movimento sindical tinha que brigar pela resistência contra a ditadura, pela democracia. Esse foi o grande legado. Tanto é que durante todo o período da resistência a grande referência era a greve de Osasco e acho que hoje, para muita gente dentro do movimento sindical, a greve de Osasco é o grande marco”. Essa e outras declarações de Ibrahim estão na obra.
 
José Ibrahim foi diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco aos seus 20 anos, líder da greve de 1968 na cidade, enfrentou a ditadura, foi preso, torturado e banido do país em troca do embaixador americano. Viveu cerca de 10 anos de exílio em Cuba, Chile e Bélgica.
 
Em Bruxelas, participou do Grupo de apoio à oposição sindical, fez contatos com o sindicalismo europeu e mundial, criou a Maison de l’Amérique Latine, onde realizou encontros pela anistia no Brasil e o Encontro de Sindicalista em maio de 1979, mês de sua volta ao Brasil, antes da Anistia, justamente para fazer pressão para que ela saísse sem mais tardar. Na volta de seu exílio, Ibrahim continuou as lutas pela anistia, pela democratização do país, ajuda a criar o PT e a CUT, sai delas por falta de espaço.
 
A agenda não termina na Semana da Literatura de Osasco. No sábado, 27, a conversa literária acontece no Jegue’s Bar, à partir das 17 horas, na rua Tenente Avelar Pires de Azevedo, 341. Já no dia 31, às 10h30, a escritora participa de um bate papo na UNIFESP,  também em Osasco.

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