Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018

Política


05/12/2018 - 00:00 - Atualizado em 05/12/2018 - 00:00

WhatsApp vira arma contra quem 'matar aula' no Estado

Os pais ou responsáveis interessados em receber a notificação sobre a ausência do aluno deverão fazer um cadastro na secretaria da escola, informando que desejam receber notificação por meio de telefone, SMS, email ou aplicativos
Por Juliana Oliveira / politica@webdiario.com.br
Barueri

Deputado Gil Lancaster (PSB), autor do projeto

Deputado Gil Lancaster (PSB), autor do projeto (Foto: Divulgação)
Começou a tramitar na Assembleia Legislativa de São Paulo projeto que obriga a direção das escolas da rede estadual de ensino a comunicar aos pais e responsáveis sobre a ausência dos alunos em sala de aula. Na prática, a proposta do deputado Gil Lancaster (PSB) vai avisar imediatamente por whatsapp os pais dos alunos que costumam “matar aulas”. De acordo com o texto, os pais ou responsáveis interessados em receber a notificação sobre a ausência do aluno na sala de aula deverão fazer um cadastro na secretaria da escola, informando que desejam receber notificação por meio de telefone, SMS, email, aplicativo para dispositivos móveis ou outros meios.

O serviço de cadastramento não terá qualquer custo para quem solicitar e as escolas deverão manter atualizados os dados cadastrais dos alunos e familiares. Constatada a ausência do aluno na sala de aula, imediatamente a família deverá ser informada, para que sejam adotadas medidas que possam garantir sua segurança e a integridade física. Na justificativa ao projeto, Lancaster destaca que uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 2012, mostrou que São Paulo é o estado com o maior índice de alunos faltosos no país, percentual de 5,1% para alunos até 6 anos e de 4,6% nos alunos de idade superior.

“Muitas vezes, os pais encaminham seus filhos para a escola, mas lá eles não chegam e estes não ficam sabendo. Muitas vezes, os pais só tomam conhecimento da ausência na reunião bimestral, quando vão. Estas crianças já podem estar completamente alheias aos conteúdos ministrados, bem como podem sofrer sérios desvios de condutas sociais”, justificou.   

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