Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018

Cotidiano


06/12/2018 - 00:00 - Atualizado em 06/12/2018 - 00:00

Só Osasco e mais sete cidades aumentam investimentos

Município está entre os 8, da região Sudeste, onde os investimentos públicos registrados em 2017 superaram os do ano anterior, aponta estudo da Frente Nacional dos Prefeitos.
Por Erica Celestini / cotidiano@webdiario.com.br
Região

Em tempos de crise econômica, Osasco integra um seleto grupo. A cidade está entre as 8, da região Sudeste do País, que conseguiram aumentar seus investimentos em 2017 na comparação com o ano anterior. Os dados são do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado na última semana pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Também integram a lista as cidades paulistas de Campinas, Piracicaba e Guarulhos, além de Belford Roxo (RJ), Ribeirão das Neves (MG), São Joao de Meriti (RJ) e  Belo Horizonte (MG). O levantamento envolve o montante que as prefeituras destinaram, em recursos próprios, para investimentos.

Em números absolutos, R$115 milhões em recursos próprios para aplicações em áreas como Saúde, Educação e Obras, uma alta de 3% em relação em 2016. Em termos de comparação percentual, as maiores quedas foram registradas nos municípios de Campos dos Goytacazes-RJ (-97,2%), Mauá-SP (-82,1%), São José dos Campos-SP (-80%), Rio de Janeiro-RJ (-77,1%),  Ribeirão Preto-SP (-75,5%) e Petrópolis-RJ (-73,7%).  O resultado de Osasco se destaca ainda em um cenário negativo em todo o País. De acordo com o levantamento, o volume total de  investimentos efetuados pelos  municípios brasileiros foram baixos em 2017.

Entre 2010 e 2014, apesar das oscilações, a média dos investimentos ficou pouco abaixo de R$ 60 bilhões. Em 2015, início da crise econômica, recuaram para R$ 50,25 bilhões e, no ano seguinte, para R$ 42,68 bilhões. Em 2017, atingiram a menor cifra dos anos recentes, de R$ 27,26 bilhões, voltando ao patamar de 2005. Outro estudo, divulgado esta semana pela prefeitura, também aponta avanço econômico na cidade, com aumento de 1,94% de participação nos repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), também entre 2016 e 2017. Esse foi o primeiro crescimento da participação do ICMS de Osasco nos últimos 7 anos.  

O cálculo envolve o Índice de Participação dos Municípios (IPM), formado pelo Valor Adicionado (arrecadado junto às empresas), dentre outros itens, que determina qual será  fatia, de cada cidade, no “bolo” de 25% de arrecadação do ICMS que o governo do Estado deve repassar às prefeituras.
 

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