Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019

Cotidiano


07/02/2019 - 00:00 - Atualizado em 07/02/2019 - 00:00

Bombeiros da região ajudam no resgate de corpos da tragédia de Brumadinho

Homens das unidades de Osasco, Barueri, Cotia e Parnaíba embarcaram hoje e vão substituir equipes paulistas que atuam nos resgastes desde o rompimento da barragem da Vale . São 150 mortos e 182 desaparecidos
Por Erica Celestini / cotidiano@webdiario.com.br
Região

Especializados na atuação em tragédias envolvendo desabamentos de edifícios, 7 bombeiros que atuam nos postos de Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba e Cotia trocaram os escombros por lama de rejeito.

Eles embarcaram, na noite desta quinta-feira, para Brumadinho, onde, há duas semanas, o rompimento de uma barragem de mineração da empresa Vale liberou um “tsunami” de lama, deixando 150 mortes confirmadas até o momento. Outras 182 pessoas ainda estão desaparecidas.
Embora sejam remotas as chances de localizar alguma delas com vida, os bombeiros se juntam a centenas de outros que, desde o dia da tragédia, buscam corpos para serem identificados e entregues às famílias, garantindo pelo menos  o direito de um despedida digna.

Os 7 bombeiros atuam no 18º Grupamento– comando da corporação na região – incluindo ainda soldados da unidade de Taboão da Serra. Eles vão substituir parte da equipe de bombeiros paulistas que está na região há 7 dias, também participando das buscas por corpos entre o rejeitos.

“Muitas pessoas nos perguntam por que estamos indo agora. Mas os bombeiros de São Paulo estão de prontidão, para ajudar, desde o dia da tragédia. Esperamos que o governo de Minas Gerais escolhesse o melhor momento para que fôssemos acionados”,  explica o 1º tenente Vinicius Fontes, comandante do posto de Osasco.

Os grupos são enviados a partir da central dos bombeiros em São Paulo, o bairro do Belém, na Capital, para missões de, em média, 7 dias. Uma segunda unidade da região já está convocada, caso haja necessidade. Segundo o comandante, devido à gravidade da situação, o Corpo de Bombeiros de São Paulo envia até alimentos para suas equipes no local.

 “Não podemos depender dos serviços locais, que já estão muito debilitados. Temos que chegar para resolver. Então, os soldados também já estão levando barracas, sacos de dormir e todo equipamento necessário para o trabalho”, explica.

Newsletter
Conteúdo exclusivo para você
Capa do Dia
Vip Style