Sexta-Feira, 22 de Fevereiro de 2019

Política


08/02/2019 - 00:00 - Atualizado em 08/02/2019 - 00:00

"Pobre não pode abater dia de serviço do IPTU atrasado"

Frase foi dita pelo vereador Didi ao discordar de projeto de lei de Alex da Academia que garante a hospitais e clínicas direito de troca dívidas com a prefeitura por serviços de saúde. Já o autor defendeu a proposta citando R$40 milhões em débitos que podem ser revertidos em atendimentos
Por Por Juliana Oliveira / politica@webdiario.com.br
Osasco

Vereador Didi (PSDB)

Vereador Didi (PSDB) (Foto: Divulgação)
Enquanto a Câmara discutia o projeto de lei do vereador Alex da Academia (PDT) que visa a troca de dívidas de hospitais, clínicas e profissionais da saúde, com a prefeitura, por serviços médicos, Didi (PSDB) fez um pedido inusitado ao presidente Ribamar Silva (PRP). Ele solicitou informações sobre as ações do último presidente da Casa, o também tucano Elissandro Lindoso. “Não quero mais ser um vereador desinformado”, disse.

Didi afirmou que está entrando com um ofício pedindo esclarecimentos sobre contratos firmados por Lindoso. “Não posso mais ficar nessa Casa sem saber quantos funcionários foram contratados, qual o salário de cada um e o que fazem. Não quero mais ser um vereador desinformado. Duvido que algum vereador aqui saiba. Na gestão passada, as informações estavam incompletas no Portal da Transparência”, completou.

Depois do desabafo, o projeto de Alex, que estava em segunda discussão, também foi alvo de críticas. Didi afirmou que, apesar de ter aprovado a proposta na primeira votação, no final do ano passado, acabou mudando de ideia, por considerar que ele beneficia os mais ricos. “Os pobres aí fora não podem dar um dia de serviço para abater do IPTU. Agora, vamos dar anistia para os que têm dinheiro fazer o que quiserem, da forma que quiserem. A prefeitura tem que cobrar. E eles têm que pagar as dívidas corretamente como os pobres pagam”. 

Alex defendeu sua proposta, alegando que existem mais de R$ 40 milhões em dívidas de empresas prestadoras de saúde, além de profissionais da área com a prefeitura. “Esse dinheiro esta parado. Laboratórios da cidade devem em torno de R$ 3,5 milhões. Se o projeto for aprovado, as empresas podem pagar com serviços. Esse modelo é muito parecido com o que tem em São Paulo, conhecido por Corujão”, completou. Mesmo com as críticas de Didi, o projeto foi aprovado e segue para a sanção do prefeito Rogério Lins (Podemos).

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