Sexta-Feira, 22 de Março de 2019

Cotidiano


21/02/2019 - 00:00 - Atualizado em 21/02/2019 - 00:00

Casos de dengue aumentam e colocam região em alerta

Por Erica Celestini / cotidiano@webdiario.com.br
Região

A dengue dá sinais de que chega com mais força em 2019. Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde apontam que entre 1º de janeiro e 15 de fevereiro deste ano a região Oeste soma 5 casos da doença. Eles estão concentrados em duas cidades: um em Cotia e 4 em Osasco. Embora o volume seja baixo, o cenário está bem diferente do registrado em igual período do ano passado, quando as estatísticas estavam zeradas nesse início do ano. Além disso, a região fechou o 1º bimestre de 2018 com apenas 2 casos, ambos em Barueri.

Com isso, os dados de 2019, ainda faltando duas semanas para fechar o 1º bimestre, já superam os do ano passado. Já em todo o Estado, foram registrados, até 15 de fevereiro, 12,8mil casos da doença.  Quem lidera é Bauru, com 2,3 mil registros, seguido por Andradina, com 1,5 mil e Araraquara, com 1,4 mil, além de São José do Rio Preto, com 1025. Para agravar a situação, neste ano também está em circulação o vírus do sorotipo 2, que pode causar casos mais graves em pessoas que já tinham sido infectadas pelo subtipo 1 em um período entre 6 meses e um ano.  Desde 2016, apenas o sorotipo 1 da dengue circulava nos municípios paulistas.

Na região Metropolitana ainda não houve registro do novo tipo de vírus. Mas foram contabilizados casos em 19 cidades das regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. O infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da secretaria, afirma que não há uma explicação para o início da circulação do novo sorotipo. “É aleatório. Esses vírus circulam no mundo todo. Quando você tem o Aedes [aegypti], que é o nosso caso, se vem uma pessoa que está com dengue 2 ou 3 e ele é picado pelo vetor, pode replicar esse vírus”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Ainda segundo ele, a melhor forma de prevenção, independentemente do sorotipo, é evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença, que usa água parada para se reproduzir.

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