Sexta-Feira, 22 de Março de 2019

Cultura


08/03/2019 - 00:00 - Atualizado em 08/03/2019 - 00:00

Com história do povo armênio Rosas de Ouro fica em 3º lugar

Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
Osasco

Com o tema “Viva Hayastan!” e samba enredo homenageando o povo armênio, a escola de samba Rosas de Ouro conquistou o terceiro lugar no carnaval paulista 2019. Com 269,9 pontos, a escola ficou atrás somente da Dragões da Real (2º) e Mancha Verde, que conquistou o título de campeã pela primeira vez.

No início de fevereiro, a presidente da escola, Angelina Basílio, visitou a sede do Diário da Região e contou um pouco sobre a expectativa sobre o desfile que a agremiação. De acordo com Angelina, no começo foi difícil convencer os diretores da agremiação de que o tema seria muito bom. “Fizemos uma reunião na escola para escolhermos qual enredo apresentaríamos no carnaval de 2019. Propusemos o tema da Armênia, mas fomos vencidos pelo que contaria a história da cidade de São Paulo. Fui para casa e ouvi do meu anjo da guarda: não se preocupe que a história da Armênia será contada por você. No outro dia, persuadimos e todos concordaram”, revelou a presidente.

“Já fizemos um ensaio no bairro de Presidente Altino, em Osasco. Todos cantaram muito. Fomos parabenizados inclusive pela historiadora Maria Aparecida Urbano que estuda a história do Carnaval. Ela gostou demais do nosso enredo, que conta a história da humanidade. Será um momento único para divulgar a cultura armênia de uma forma alegre. O carnaval será transmitido para quase duzentos países”. Segundo Angelina, Osasco estará muito bem representada pelas famílias armênias que residem na cidade e que irão desfilar no sambódromo.
Além disso, a presidente ressaltou que o povo armênio é muito intenso e comemora muito as conquistas.

“Como eu sou muito espiritualista acredito que o universo conspira sempre a favor de nossa crença. Um monte de sinais foi nos cercando para que esse desfile tivesse o enredo da história armênia. Acabamos trocando de coreógrafo da comissão de frente e quando fomos ver, a nova profissional tinha vivido com uma família armênia em Paris”, contou emocionada.

Angelina lembrou que o carnavalesco André Machado sintetizou muito o tema e dividiu em setores porque eram muitas coisas para serem ditas sobre o povo. “Nós não queríamos falar só de genocídio, da parte triste da história, porque o carnaval vende felicidade. Preferimos então adequar o desfile, adequando o desfile mais à cultura do que à história. E deu certo, porque a ideia era mostrar quanto os armênios conseguiram superar seus problemas, e mesmo distantes de seu país, preservar a cultura”, comentou.
Questionada se a escolha por um país distante tornou os preparativos mais caros, ela fez uma análise mais técnica. As escolas de samba de hoje não tem dinheiro hoje para fazer um carnaval riquíssimo como se fazia antigamente, por isso, diminuímos o número de integrantes que levaremos para a avenida e trabalhamos com materiais mais alternativos, mas mantendo o mesmo efeito”.

A carnavalesca conta que a viagem que fez à Armênia foi um capítulo à parte para elaboração do enredo. “Todas as vezes que vão falar de um país, de uma cultura, devemos estuda-lo a fundo para perceber os detalhes e as riquezas de sentimento. Hoje eu acredito realmente que Deus deu uma segunda chance para humanidade, com todo aquele episódio bíblico da Arca de Noé. Sentimos a presença de Deus em todas as igrejas que visitamos naquele lindo país. São todas feitas de pedra”.

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