Sexta-Feira, 22 de Março de 2019

Esportes


14/03/2019 - 00:00 - Atualizado em 14/03/2019 - 00:00

Artilheira Cristiane relembra infância em Osasco

Por Da redação / esportes@webdiario.com.br
Osasco

"Chutava qualquer coisa", lembra Cristiane sobre infância em Osasco. A lista inclui desde cabeças arrancadas de bonecas até pratos de plástico, durante o intervalo das aulas da escola onde estudava na cidade

"Chutava qualquer coisa", lembra Cristiane sobre infância em Osasco. A lista inclui desde cabeças arrancadas de bonecas até pratos de plástico, durante o intervalo das aulas da escola onde estudava na cidade (Foto: Divulgação)
Maior artilheira da seleção brasileira em Olimpíadas, a jogadora Cristiane chuta tudo que vê pela frente desde a infância, passada em Osasco, onde mora até hoje. A lista inclui desde cabeças arrancadas de bonecas até pratos de plástico da merenda escolar. "A gente chutava qualquer coisa. Eu ganhava boneca e não queria, queria ganhar bola, então eu arrancava a cabeça da boneca pra chutar. Acho que todas as bonecas que eu ganhei eu arranquei a cabeça, porque queria fazer as pessoas entenderem que eu não queria uma boneca, eu queria uma bola", disse a atacante ao blog Dibradoras, do portal UOL.

Já o prato que virou bola, chutado com colegas na quadra da escola, durante intervalo, acabou rendendo uma ida à diretoria e uma advertência. Com passagens pelos principais times do mundo, incluindo o Paris Saint Germain, ela lembra ainda que, nessa época, a vida era bem mais difícil. Os meninos não aceitavam uma garota em seus times nas disputas de rua. Por isso, todos os dias ela voltava chorando para casa. “Nisso de eu chegar chorando todo dia, minha mãe me deixou entrar na escolinha de futebol. Só que meu pai não tinha condição de pagar. O vizinho me via jogando na porta da casa dele no campinho e ele falava para o meu pai: sua filha tem futuro, coloca ela na escolinha. Mas a gente não tinha dinheiro. Aí quando minha mãe liberou, o vizinho, que é meu padrinho no futebol, falou que pagaria pra mim. Ele pagava a escolinha, me deu chuteira e tal. Eu não tinha grana nem para o transporte, mas ia andando mesmo, coisa de 40, 50 minutos", relatou Cristiane, sobre o início de sua carreira.

Da escolinha, ela foi para o Juventus, e não parou mais, passando por Alemanha, Estados Unidos e França. Nessa temporada, acaba de se transferir do futebol chinês para o São Paulo.  Ela também faz planos para estar na seleção brasileira que vai disputar, em junho, a Copa do Mundo de Futebol.  A atleta esteve entre as pré-convocadas do técnico Vadão para a disputa, mas foi cortada do torneio preparatório, o She Belives, por lesão. Mas já está recuperada e à espera da próxima lista.  A expectativa e grande porque a atleta já afirmou que acredita ser sua última chance de disputar um Mundial. A seleção busca título inédito.

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