Domingo, 19 de Maio de 2019

Cotidiano


08/05/2019 - 00:00 - Atualizado em 08/05/2019 - 00:00

Itapevi afasta 8 funcionários por rombo de R$2 milhões

Eles são acusados de participar de esquema de fraude na liberação de auxílios-doença para servidores municipais. Funcionários afastados por doenças trabalhavam em outra prefeitura da região e em clínica de Osasco
Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
Itapevi

A Prefeitura de Itapevi afastou oito profissionais da área da saúde por um esquema de fraude na liberação de auxílios-doença para servidores municipais. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de São Paulo. De acordo com a comissão instaurada para investigar o caso, as irregularidades causaram rombo de R$ 2 milhões do fundo de previdência da cidade, o ItapeviPrev. Os trabalhos da Comissão Permanente de Sindicâncias e Processos Administrativos Disciplinares resultaram na abertura de 12 processos e na exoneração de três médicos, um enfermeiro, um professor, um monitor e dois guardas civis municipais.

As investigações começaram em outubro de 2017 e foram concluídas agora. O processo será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Dentre as fraudes constatadas houve o caso de um funcionário afastado por anos com base em documentos que alegavam ‘alienação mental’. Mas ele, concursado em Itapevi, exercia cargo em secretaria de outra cidade da região.  Em outro caso, uma profissional da saúde apresentou laudos atestando cardiopatia e problemas de ortopedia e psiquiatria. Novas perícias foram feitas e concluíram que a mulher não apresentava as doenças. 

Um terceiro servidor, que passou a receber o auxílio-doença após ser afastado por “fobia”, executava atividades em clínica particular em Osasco. “Onde houver indícios de fraudes, vamos investigar e, se constatados, os envolvidos serão penalizados com o rigor da lei”, afirmou o prefeito Igor Soares, ao Estado.

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