Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019

Política


10/07/2019 - 00:00 - Atualizado em 10/07/2019 - 00:00

"Me vi engolido por uma chama de 800 graus"

Foi assim que o prefeito de Osasco, Rogério Lins, definiu o momento da explosão da fogueira que causou queimaduras em 16% de seu corpo e também atingiu a primeira-dama, Aline Lins. Nesta quarta-feira, eles tiveram alta, após 12 dias internados no Hospital Antônio Giglio
Por Erica Celestini/politica@webdiario.com.br
Osasco

Rogério e Aline Lins durante coletiva à imprensa

Rogério e Aline Lins durante coletiva à imprensa (Foto: Divulgação)
Após 12 dias internados no Hospital Municipal Antônio Giglio, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama, Aline Lins, tiveram alta na tarde desta quarta-feira. O casal sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus, devido a uma explosão quando acendia a fogueira do Arraiá do Servidor, festa junina realizada no último dia 28, na Arena Vip. Antes de irem para casa, eles concederam entrevista coletiva, no auditório do hospital. Sem cicatrizes, sequelas físicas e de movimentos, Lins e Aline classificaram como um “milagre” terem saído ilesos do acidente e agradeceram a Deus o que definiram como “um livramento”. 

“Foi uma explosão muito forte e eu me vi engolido por uma chama de 800 graus. Uma temperatura insuportável.  Nesse momento, vemos que não somos nada. Uma fração de segundos te traz para um leito hospitalar. E a gente também vê que foi um milagre. Podíamos ter queimado as córneas e as vias respiratórias. Poderia ter sido fatal. Milagre não se explica, se testemunha. Vou ser para sempre um testemunho vivo de um milagre que Deus fez na minha vida, da minha esposa e das minhas filhas”, afirmou.  Na coletiva, Lins e Aline agradeceram ainda as mensagens de apoio e orações.

Segundo o prefeito, chegaram mensagens até de brasileiros que vivem no exterior. “Nunca vivi na minha vida uma demonstração tão grande de carinho”, completou.  O prefeito anunciou ainda que, após o final do tratamento, vai realizar duas campanhas voltadas à  área da saúde. “Prometi que iria transformar isso em algumas ações. Uma delas é em relação às doações de sangue. Não precisei, mas se precisasse, teria muita dificuldade, porque nessa época do ano, como o frio e as férias, as doações caem muito. Me comprometi a fazer uma grande campanha, com funcionários da prefeitura, para abastecer os bancos de sangue regionais”, afirmou.

A segunda será montar, no Fundo Social de Solidariedade, um banco para coleta de cabelos, que seriam destinados à produção de perucas para mulheres que sofrem queimaduras ou fazem tratamento de quimioterapia.  “Queremos ajudar mulheres que, nesse momento, tem que receber cuidados ainda mais diferenciados”, acrescentou.

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