Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019

Cotidiano


13/08/2019 - 00:00 - Atualizado em 13/08/2019 - 00:00

Chacina em Osasco faz 4 anos em meio a reviravolta

Em 13 de agosto de 2015, Osasco e Barueri viraram palco da maior chacina do Estado de São Paulo, que deixou 17 mortos em ataques simultâneos. No mês passado, Justiça decidiu por anular condenação de dois dos quatro réus.
Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
Osasco

Em 13 de agosto de 2015, Osasco e Barueri viraram palco da maior chacina do Estado de São Paulo, que deixou 17 mortos em ataques simultâneos. No mês passado, Justiça decidiu por anular condenação de dois dos quatro réus.

Em 13 de agosto de 2015, Osasco e Barueri viraram palco da maior chacina do Estado de São Paulo, que deixou 17 mortos em ataques simultâneos. No mês passado, Justiça decidiu por anular condenação de dois dos quatro réus. (Foto: Divulgação)
Há quatro anos – em 13 de agosto de 2014, Osasco e Barueri registraram um recorde banhado de sangue. As duas cidades foram palco da maior chacina do Estado de São Paulo. Foram 17 mortos, em ataques simultâneos. As investigações apontaram que os autores foram 3 policiais militares e um guarda municipal, que agiram em vingança pela morte de um PM e de um guarda, dias antes, em tentativas de assalto nas duas cidades.  No mês passado, o episódio sofreu uma reviravolta jurídica. Dois dos quatro réus condenados tiveram sua condenação cancelada e terão direito a novo júri. A decisão foi da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que analisou pedido da defesa dos acusados para anulação do julgamento. O policial militar Victor Cristilder e o guarda municipal Sérgio Manhanhã  serão submetidos a novo julgamento pela Vara do Júri de Osasco.

O relator dos recursos de apelação, desembargador Otávio Rocha, ressaltou que as provas juntadas ao processo não demonstraram que tenham “efetivamente concorrido para os homicídios”.  As principais provas, contra eles, eram mensagens trocadas por aplicativos de celular. Já as condenações dos policiais militares Fabrício Eleutério  e Thiago Henklain  foram mantidas.  Nesse caso, segundo o relator, não há dúvida com relação à autoria do crime, já que eles foram reconhecidos por testemunhas.  Passado quatro anos da chacina, os três PMs foram expulsos da corporação em julho deste ano  Eles e o guarda municipal estão detidos no presídio Romão Gomes, na Capital. Cristilder e Manhanhã seguirão presos até o novo júri. A data ainda não foi definida. No júri de Osasco, em 2017, a Justiça condenou os quatro a penas entre 100 e 255 anos de prisão. Todos alegaram ser inocentes.

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