Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019

Cotidiano


09/10/2019 - 00:00 - Atualizado em 09/10/2019 - 00:00

36% já pediram nome "emprestado"

Por Da redação / cotidiano@webdiario.com.br
NACIONAL

36% já pediram nome "emprestado"

36% já pediram nome "emprestado" (Foto: Divulgação)
Levantamento feito em todas as capitais do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 36% dos consumidores brasileiros fizeram compras utilizando o nome de terceiros nos 12 meses. De acordo com a pesquisa, a prática é utilizada, principalmente, por quem está com o nome sujo ou enfrenta imprevistos e não conta com uma reserva de emergência.

Em cada dez pessoas que pediram o nome emprestado para realizar compras parceladas, três (30%) estavam com o limite estourado no cheque especial ou cartão de crédito. Outros 22% não tinham modalidades de crédito à disposição para uso, 18% estavam com o ‘nome sujo’ e 16% tiveram crédito negado. O estudo revela ainda que na hora de pedir o nome emprestado, as pessoas mais procuradas são aquelas do círculo de convivência, como os pais (28%), os cônjuges (21%), amigos (17%) e irmãos (16%).

Além disso, na maioria das vezes, quem solicita esse tipo de ajuda acaba obtendo uma resposta positiva, uma vez que 77% dos entrevistados sempre conseguiram o nome emprestado, mesmo que parte tenha enfrentado algum tipo de dificuldade (22%). A pesquisa revela que os argumentos de convencimento mais utilizados por quem pede o nome emprestado são a obrigação de pagar uma dívida (22%) e a necessidade de fazer compras em supermercados (17%).

Há ainda 14% de pessoas que alegaram ter de comprar algo para o filho. Além disso, 7% das pessoas que pediram o nome emprestado nem mesmo avisaram o dono do dinheiro sobre a quantia que seria usada e, entre aqueles que avisaram, o valor a ser gasto (87%), 11% acabaram consumindo algo acima do que estava combinado. A maioria (90%) dos entrevistados alega ter pago ou ao menos estar pagando em dia as parcelas das compras feitas em nome de outros, mas 12% reconhecem ter alguma prestação em atraso.

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