Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019

Política


08/11/2019 - 00:00 - Atualizado em 08/11/2019 - 00:00

Deputados divergem sobre decisão do STF que abriu caminho para tirar o ex-presidente Lula da prisão

Proibição de prisão após condenação em segunda instância levou à soltura do ex-presidente Lula nesta sexta-feira. Mas assunto divide opiniões no cenário político. "O STF seguiu o que está na Constituição", defendeu o deputado estadual Emidio de Souza. Já a deputada federal Renata Abreu classificou a decisão como "retrocesso" no resultado da operação Lava Jato
Por Graciela Zabotto politica@webdiario.com.br
Região

Proibição de prisão após condenação em segunda instância levou à soltura do ex-presidente Lula nesta sexta-feira. Mas assunto divide opiniões no cenário político. "O STF seguiu o que está na Constituição", defendeu o deputado estadual Emidio de Souza.  Já a deputada Renata Abreu classificou a decisão como "retrocesso"

Proibição de prisão após condenação em segunda instância levou à soltura do ex-presidente Lula nesta sexta-feira. Mas assunto divide opiniões no cenário político. "O STF seguiu o que está na Constituição", defendeu o deputado estadual Emidio de Souza. Já a deputada Renata Abreu classificou a decisão como "retrocesso" (Foto: Divulgação)
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deixou a prisão no final da tarde desta sexta-feira, após 1 ano e 7 meses detido em cela da sede da Polícia Federal, em Curitiba.  Condenado em duas instâncias no caso do triplex, ele foi um dos beneficiados com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que em votação apertada (6 votos a 5) proibiu prisões antes do trânsito em julgado dos processos (ou seja, até que não haja mais possibilidade de recursos em instâncias superiores).

O assunto dividiu opiniões entre os parlamentares com base eleitoral na região. Um dos integrantes da defesa do ex-presidente, o deputado estadual Emidio de Souza (PT) – que acompanhou Lula na saída da sede da PF e foi saudado por ele, em discurso a militantes, como “futuro prefeito de Osasco” – comemorou  o entendimento do Supremo. “O STF cumpriu o seu papel e seguiu o que está na Constituição”, afirmou em postagem nas redes sociais.

Morador de Cotia e ex-apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) foi mais polêmico. “Se a decisão dos Coringas de alguma forma vai atrapalhar ou iniciar o fim da era Bolsonaro eu não vou criticar”. A postagem foi acompanhada da foto de seis ministros ‘fantasiados’ com a máscara do personagem Coringa.

Já a deputada federal Renata Abreu (Podemos) criticou a decisão do Supremo e questionou: “Lava Jato foi em vão? A decisão do STF, além da possibilidade de soltar o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, poderá beneficiar mais 11 condenados da Lava Jato. O desfecho do julgamento do STF enfraquece a Operação Lava Jato, que fez da prisão antes de transitado em julgado um símbolo contra a impunidade. A decisão do STF foi um retrocesso no combate à corrupção no Brasil”, destacou.

Ela também classificou o fim da prisão após segunda instância como um “retrocesso”. “Retrocedemos. Infelizmente. A execução da pena após condenação em segunda instância foi um passo muito importante para o enfrentamento à corrupção e à criminalidade em geral. Caso o STF não adote uma solução intermediária, só continuarão atrás das grades os réus que não têm dinheiro para pagar bons e caros advogados. Justiça para poucos não é Justiça para todos”, afirmou a presidente nacional do partido em outra postagem.

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