Sexta-Feira, 13 de Dezembro de 2019

Polícia

02/12/2019 - 00:00

Dois moradores de Carapicuíba estão entre os mortos em baile funk na favela de Paraisópolis

Eduardo da Silva, de 21 anos, vivia no Ariston, e deixa um filho. Já Mateus dos Santos Costa era baiano, de 23 anos, morava sozinho, na cidade, há 15 anos. Eles estão entre as pessoas pisoteadas durante ação policial no pancadão da favela da Capital. Doria lamentou a ação, ma afirma que política de segurança pública do Estado não muda
Por Da Redação/policia@webdiario.com.br
Carapicuíba

Moradores fizeram protesto na noite de domingo

Moradores fizeram protesto na noite de domingo (Foto: Reprodução/redes sociais)
Dois dos 9 mortos pisoteados, na madrugada de domingo, durante ação policial em baile funk na favela de Paraisópolis, na Capital, são moradores de Carapicuíba. Eduardo Silva, de 21 anos, e Mateus dos Santos Costa, de 23 anos.

Eduardo vivia com a mãe, o pai, uma irmã e o filho. E trabalhava em uma oficina mecânica. O rapaz havia saído na noite de sábado, para ir ao baile e, como não retornou, a família ficou preocupada e foi em busca de notícias, recebendo a informação de que ele estava entre os mortos em Paraisópolis.

Já Mateus era baiano e morava sozinho, há 15 anos, em Carapicuíba. Ele vendia produtos de limpeza, junto com o irmão. 

Ao todo 9 pessoas morreram – 8 homens e uma mulher – e 12 ficaram feridas. Há duas versões sobre o caso. A Polícia Militar afirma que uma equipe fazia ronda pela avenida Hebe Camargo, por volta das 5 horas, quando dois homens e uma moto passaram pelos policiais atirando e depois se esconderam entre os frequentadores do baile funk.

Ao chegarem ao local, os PMs teriam sido recebidos a garrafadas. Já pessoas que estavam no evento afirma que a polícia “encurralou” as pessoas em uma viela e soltou bombas de gás lacrimogênio e efeito moral, além de ter feito disparos de bala de borracha. Em meio ao tumulto, as pessoas que estavam à frente a multidão tropeçaram e foram pisoteadas.

A PM informou que elas teriam sido usadas como “escudo” pelos demais. No momento da ação havia 5 mil pessoas no local.

A Polícia Civil começou a ouvir nesta segunda-feira  testemunhas da ação. A lista inclui também  parentes de vítimas, Vídeos que circulam nas redes sociais mostram PMs agredindo frequentadores. 

Em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, o governador João Doria lamentou a ação e as mortes, mas afirmou que o sistema de segurança pública no Estado de São Paulo não vai mudar. 

"As ações nas comunidades de São Paulo vão continuar. A existência de um fato e circunstancialmente com as apurações que serão feitas não inibirá ações que serão feitas envolvendo Segurança Pública. Não inibe a ação, mas exige apuração", afirmou

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