Domingo, 05 de Abril de 2020

Cotidiano


13/02/2020 - 00:00

Alunos da Fatec Carapicuíba criam game para combater feminicídio

Por Da Redação/cotidiano@webdiario.com.br
Carapicuíba

Batizado de Illis, que significa "por elas", em latim, jogo utiliza conceito de realidade aumentada, em que o cenário interage com livro

Batizado de Illis, que significa "por elas", em latim, jogo utiliza conceito de realidade aumentada, em que o cenário interage com livro (Foto: divulgação)
Personagens de um livro que saem da ficção para atuar na vida “virtual”, ajudando a combater a violência contra as mulheres. Essa foi a ideia de dois alunos do curso superior tecnológico de Jogos Digitais da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba para criar um game em realidade aumentada para despertar a consciência sobre esse tipo de violência.

Batizado de Illis, que significa “por elas”, em latim, o jogo idealizado pelos estudantes Tayla Caroline Dantas e Mario Henrique Silva foi apresentado no final de 2019 como trabalho de conclusão de semestre na faculdade. Tayla conta que a proposta surgiu como uma forma de expressar o descontentamento dos alunos diante da escalada da violência. “Presenciamos casos de agressões envolvendo mulheres conhecidas. Essas situações nos incomodavam, então resolvemos agir utilizando a ferramenta que trabalhamos no nosso dia a dia: a tecnologia”.

O game está sendo produzido dentro do conceito de realidade aumentada, em que o cenário interage com objetos da vida real por meio da câmera do celular. A trama envolve a história de duas personagens, Marie e John, protagonistas do livro Queimem as Bruxas. A obra também é redigida pelos estudantes.

“A dupla sai do livro e percebe que após séculos de caça às bruxas, as mulheres ainda continuam sendo perseguidas sem nenhum motivo. A partir daí, o casal passa a fazer parte do jogo e precisa avançar pelos cenários salvando as vítimas de ataques dos inimigos”, explica Tayla.

Segundo ela, cada página do livro corresponde a uma aventura diferente. “A pessoa joga com a câmera do celular apontada para o livro. Ao virar a folha, o cenário muda junto”.

De acordo com a  jovem, os inimigos terão formato de monstros com o objetivo de fazer um paralelo com a “monstruosidade” dos autores de feminicídio. “Utilizamos a linguagem figurada para chamar a atenção das pessoas para que possam intervir e denunciar os crimes”, afirma.

Os autores afirmam que o app deverá estar disponível para Android ainda neste ano e o livro também poderá ser baixado gratuitamente na internet.

Newsletter
Conteúdo exclusivo para você
Edição
Vip Style