Quarta-Feira, 08 de Abril de 2020

Política


14/02/2020 - 00:00 - Atualizado em 14/02/2020 - 00:00

Assaf denuncia corte de mil árvores em cinturão verde

Por Juliana Oliveira/politica@webdiario.com.br
Região

Assaf denúncia corte de mil árvores em cinturão verde

Assaf denúncia corte de mil árvores em cinturão verde (Foto: Luciano Benazzi)
O vereador Jair Assaf (PROS) fez um desabafo na sessão desta quinta-feira, 13, durante apresentação de Moção de Inconformismo ao Governo Federal, pelo desmatamento de 4 mil árvores, na região do Jaraguá. Ele afirmou que está sendo punido por uma ação do PT. “Só porque levei 10 famílias para o cantinho do Açucará, as tirei de dentro do rio. Daí uns três membros do partido entraram na Justiça como se eu tivesse destruindo o meio ambiente, destruindo a mata. E o que aconteceu? Hoje tem mil famílias no local”.

Assaf foi secretário da Habitação em Osasco por 10 anos, durante as administrações dos prefeitos Celso Giglio e Silas Bortolosso. O parlamentar disse que está desiludido com o desmatamento da região do Jaraguá. “Temo que em 30 anos quem olhar da janela de suas casas em Osasco vai encontrar o Pico do Jaraguá habitado e cheio de luzes. Sei que não vou chegar lá por causa da minha idade, mas o que o poder público vai fazer agora? Essa situação do Pico do Jaraguá é o início do desmatamento e vai atingir Osasco, porque é só atravessar a Anhanguera que chega aqui. Como osasquense conheço essa Mata Atlântica e o pico do Jaraguá, e já estou desiludido”.

Assaf está inconformado porque, segundo ele, foram desmatadas cerca de 4 mil árvores da região do Jaraguá que é protegida, pela Organização das Nações Unidas, por ser considerada parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo. Terrenos ficam a menos de oito metros de área indígena, sendo que o local será utilizado para construção do condomínio Jaraguá-Carinás, com cinco torres e 396 apartamentos.

“A população no mundo luta em defesa do meio ambiente porque sabe que sem as florestas, as pessoas não têm vida. Os responsáveis pelo empreendimento deveriam levar em conta o componente indígena no processo de licenciamento, como garante a legislação vigente”.

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