Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020

Política


25/06/2020 - 00:00 - Atualizado em 25/06/2020 - 00:00

Para Bruna Furlan novo ministro da Educação é "menos polêmico do que seu antecessor"

Por Graciela Zabotto / politica@webdiario.com.br
Barueri

Bruna Furlan, deputada federal

Bruna Furlan, deputada federal (Foto: Câmara dos Deputados)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou, nessa quinta-feira (25), o nome do economista Carlos Alberto Decotelli para assumir o Ministério da Educação. Na semana passada, Abraham Weintraub deixou o cargo após se envolver em uma série de polêmicas e ser alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Decotelli é oficial da reserva da Marinha e atuou como professor na Escola de Guerra Naval e presidiu o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) entre fevereiro e agosto do ano passado. Depois passou para a Secretaria de Modalidades Especializadas do Ministério da Educação.
 
Ao Diário, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB), que tem a educação como uma de suas bandeiras, demonstrou otimismo diante do nome de Decotelli. “Ele tem boa formação, é ligado à educação e afeito ao diálogo. Não o conheço pessoalmente, mas atuo em Grupos de Trabalho para discutir políticas públicas educacionais e são boas as referências dos colegas. É menos polêmico que seu antecessor”. A tucana lembrou que, com a nomeação do oficial da reserva, “amplia-se o poder dos militares na Esplanada”.
 
Na terça-feira (23), Bruna criticou a forma como o MEC tem sido conduzido. "Milhares de estudantes foram prejudicados com a conduta dos últimos gestores da pasta. Precisamos corrigir os rumos do MEC urgentemente".
 
A tucana ainda ressaltou o perfil que o novo ministro precisaria ter para assumir o cargo. "A comunidade acadêmica exige do governo um nome com preparo técnico, intelectual e capaz de resgatar o papel importantíssimo do Ministério da Educação em nosso país". E finalizou: "dentro das minhas atribuições como parlamentar, estou pronta para ajudar o ministério".