Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020

Polícia

24/07/2020 - 00:00 - Atualizado em 24/07/2020 - 00:00

"A gente não matou ninguém", diz voluntária que preparou marmitas entregues a moradores de rua

Dois homens e um cachorro morreram após ingerirem o alimento das marmitas. Agda procurou a polícia para prestar depoimento. Ela e outros voluntários comeram a mesma comida
Por Graciela Zabotto / policia@webdiario.com.br
Itapevi

Mulher que preparou marmita afirma que não matou ninguém

Mulher que preparou marmita afirma que não matou ninguém (Foto: reprodução/redes sociais)
A voluntária Agda foi quem preparou a marmita oferecida a moradores de rua em Itapevi, na noite de quarta-feira (22). Após comerem a refeição, dois homens e um cachorro morreram. Uma adolescente de 17 anos e uma criança de 11 anos foram internadas em estado grave.
 
Agda procurou a polícia para prestar depoimento após ver seu carro nas imagens das câmeras de segurança do posto de combustíveis. "Quando eu vi o carro eu disse: eu vou lá. É o meu carro. A gente não matou ninguém. Minha comida não está envenenada porque fui eu quem fiz e saiu direto da cozinha da igreja para as ruas de Itapevi", disse em entrevista ao programa Brasil Urgente. Ela e outros voluntários prepararam a refeição na Igreja Pentecostal de Cotia.
 
Naquela noite foram feitas 50 marmitas. Para a polícia Agda afirmou que foram entregues quatro marmitas para pessoas daquele local. Disse ainda que ela e os voluntários comeram da mesma comida que foi entregue aos moradores de rua. "Os meus netos comeram, a minha filha comeu, e meu marido levou de marmita para o trabalho dele".
 
Os investigadores foram até a igreja para verificar se há indício de contaminação acidental. Os policiais ainda querem esclarecer o que são algumas 'bolinhas' pretas - semelhantes a pimenta do reino - encontradas nas marmitas. Na delegacia, Agda viu fotos das marmitas e disse que não reconhece o produto.
 
A polícia investiga a possibilidade de uma das pessoas que estavam dormindo no local ter adulterado as marmitas. "Estamos tentando intimar alguns moradores de rua que ficam nesse posto para ver se conseguem trazer mais testemunhas", disse o delegado Aloysio Mendonça Neto.