Domingo, 09 de Agosto de 2020

Polícia

31/07/2020 - 00:00 - Atualizado em 31/07/2020 - 00:00

Polícia investiga se chumbinho foi colocado nas marmitas no preparo ou na entrega

"Próximo laudo irá descartar ou confirmar uma das hipóteses", diz delegado que investiga mortes de dois moradores de rua e um cão, além do envenenamento de dois jovens, em Itapevi
Por Graciela Zabotto e Maranhão / policia@webdiario.com.br
Itapevi

Polícia investiga se chumbinho foi colocado  nas marmitas no preparo ou na entrega

Polícia investiga se chumbinho foi colocado nas marmitas no preparo ou na entrega (Foto: reprodução/redes sociais)
A Polícia Civil de Itapevi continua com as investigações para descobrir quem matou dois moradores de rua e um cachorro em um posto de combustíveis abandonado. Eles morreram após comerem marmita doada por voluntários. Laudo realizado em duas marmitas recolhidas no local e nas vísceras do animal apontou a presença de terbufos, um componente altamente tóxico, usado na fabricação do famoso chumbinho.
 
Os policiais trabalhavam com três linhas de investigação. Ao Diário, o delegado titular Aloysio Mendonça Neto disse que na semana que vem o resultado de mais um laudo será decisivo para a investigação. "Com o laudo dessa semana nós descartamos a hipótese de terem ingerido comida estragada. Agora estamos com duas linhas: ou o alimento foi contaminado na origem ou após a distribuição das marmitas. Semana que vem teremos o laudo que irá descartar ou confirmar uma das hipóteses".
 
Após ingerirem a comida José Araújo Conceição, de 61 anos, foi socorrido pelo SAMU e faleceu no Pronto Socorro Central de Itapevi. Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37 anos, morreu no mesmo hospital após ser socorrido por populares. O cachorro morreu pouco tempo depois de se alimentar. Segundo as testemunhas, José se queixou de dor de barriga após comer a marmita, e Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira estava espumando pela boca. Araújo, um comerciante que passava por perto, também recebeu uma das marmitas, mas não comeu na hora. Ele levou para casa e entregou para mulher Jeniffer, de 17 anos, e para o filho Fábio, de 11 anos.
 
Araújo foi ouvido no final dessa semana. "Foi um depoimento interessante. Esclareceu algumas dúvidas que nós tínhamos", declarou o delegado. Jeniffer recebeu alta médica; já Fábio permanece internado, mas não corre risco de morte.
 
Para delegado, uma dificuldade nas investigações está na coleta de depoimentos com os moradores de rua. "Não é fácil fazer as oitivas porque são pessoas que não têm residência fixa e por isso não dá para intimar. A prefeitura limpou o posto e eles não estão ficando mais lá. Então fica mais difícil localizar essas pessoas que ficavam no posto".