Alex da Academia é condenado a sete anos na Caça-Fantasma

 Alex da Academia é condenado a sete anos na Caça-Fantasma

(Foto Luciano Benazzi)

O vereador de Osasco Alex da Academia (DEM) foi condenado na Operação Caça-Fantasma, em primeira instância, pela Justiça de Osasco, a sete anos, nove meses e quinze dias de prisão, em regime inicial semiaberto, e multa de 34 dias-multa fixada em 1/4 do salário mínimo. A Operação acusa o parlamentar de ter contratado para seu gabinete na Câmara Municipal funcionários que não compareciam ao trabalho.

A decisão foi assinada pela juíza Ana Paula Achoa Mezher, da 2ª Vara Criminal de Osasco. Alex e outros 20 acusados foram condenados por promover, constituir e integrar, pessoalmente e por interpostas pessoas, organização criminosa, caracterizando o comando coletivo da organização criminosa por estes, bem como também caracterizando o concurso de funcionários públicos, valendo-se a organização criminosa dessa condição para a prática de infrações penais. Segundo a decisão, emitida com a sentença, uma testemunha afirma que os supostos assessores não trabalhavam, porém recebiam salário e devolviam parte para o vereador.

Alex tinha uma pessoa específica que passava no dia 15 para fazer o recolhimento do dinheiro. Os assessores que recebiam salários menores devolviam a quantia de R$ 400,00 e os assessores que recebiam salários maiores devolviam a quantia de R$ 1 mil. “Eles compareciam à Câmara, uma vez por mês, para assinar a folha de ponto e iam embora para realizar serviços alheios à Câmara. Os funcionários de Alex trabalhavam como dono de padaria, advogado, escritório de contabilidade e no Ceasa”, relatou a testemunha.

Em suas redes sociais o vereador publicou uma nota oficial dizendo que irá provar sua inocência na segunda instância. “Com relação à sentença em primeira instância, envolvendo a mim e minha equipe, reforço dois pontos que venho defendendo desde o início do processo: nunca me neguei a prestar qualquer esclarecimento e confio na Justiça. Por isso, estou certo de que em segunda instância vamos provar a minha inocência, assim como dos demais assessores citados. Quem me conhece sabe o quanto trabalho com afinco pela nossa população e por Osasco. É com esse espírito e amor pela cidade que vou continuar fazendo o que sei fazer de melhor, que é trabalhar para deixá-la cada vez melhor. Com Deus no comando, nada temerei. A luta continua”.

Da Redação