André Sacco vai processar culpados por sua prisão na Caça Fantasma 

 André Sacco vai processar culpados por sua prisão na Caça Fantasma 

Foto: Renato Silvestre

Em entrevista ao programa Francisco Rossi e Você, da rádio Nova Difusora, o advogado do ex-vereador André Sacco, doutor Flávio Christensen, disse que a família está estudando processar as partes envolvidas na prisão de Sacco durante a operação Caça-Fantasma realizada pelo Ministério Público na Câmara de Osasco.

“Estamos nos estudos de uma ação indenizatória contra todos aqueles atores que lincharam moralmente o doutor André. Estamos identificando aqueles que deram causa à tamanha injustiça e irresponsabilidade para que possamos cobrar das pessoas certas e a fatura certa na exata medida da irresponsabilidade”, declarou doutor Christensen.

Em dezembro de 2016, o MP expediu mandado de prisão temporária contra 14 dos 21 vereadores sob acusação de contratação irregular de funcionários nos gabinetes. 

Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu André Sacco por falta de provas e inexistência de fatos. 

O TJ acolheu o pedido da defesa feito pelo advogado Flávio Christensen Nobre que segue no caso e, agora, irá entrar com ação indenizatória.

A defesa irá alegar danos morais porque André Sacco além de vereador, na época, também era médico renomado na cidade. Uma figura pública que teve seu nome manchado por uma prisão sem provas.

Para responder ao processo em liberdade o vereador pagou fiança de R$ 300 mil para deixar a cadeia de Tremembé, no interior de São Paulo.

Em suas redes sociais e também no programa da Nova Difusora, ele disse estar com “alma lavada”, mesmo assim não abrirá mão do processo.

Ele definiu sua absolvição por inocência absoluta e disse que o “pesadelo acabou”. O valor a ser pedido de indenização não foi informado. 

Na Caça-Fantasma, o Ministério Público além de pedir a prisão de 14 parlamentares também arrolou 205 assessores pela prática dos crimes de organização criminosa e de estelionato.

Na época, o MP apontou um desvio de R$ 21 milhões dos cofres públicos. A ação corre em segredo de Justiça.

Graciela Zabotto