Cerca de 280 mil moradores de Osasco tiveram seus dados vazados pela Enel

 Cerca de 280 mil moradores de Osasco tiveram seus dados vazados pela Enel

Aproximadamente 280 mil clientes da Enel em Osasco tiveram seus dados cadastrais vazados indevidamente. Os dados vazados foram nome, CPF, RG, data de nascimento, idade, endereço, telefones fixo e celular, e-mail, agência bancária, conta corrente, carga instalada, consumo estimado, tipo de instalação e leitura. Segundo a concessionária, 4% da base de clientes na área da empresa foram atingidos pelo problema.

A Enel está informando os clientes sobre o problema desde segunda-feira (9) por meio de meio de e-mail ou carta— como preconiza a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro.

Por meio de nota, a empresa afirma que desabilitou o acesso ao banco de dados e que abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido. Informou ainda que dúvidas sobre o problema podem ser sanadas pelo canal de atendimento 0800 7272 120.

No comunicado enviado aos clientes afetados, a Enel diz que, após análises preliminares, ainda não era possível determinar se o vazamento teria originado “riscos significativos” a eles. No entanto, a empresa sugere que todos fiquem atentos a comunicações telefônicas ou eletrônicas de terceiros que solicitem dados pessoais e sigilosos, como senhas.

Gisele Truzzi, advogada especialista em Direito Digital da Truzzi Advogados, alerta ainda aos clientes da concessionária que receberam o email notificando sobre o vazamento de dados que confiram a procedência do mesmo. Segundo ela, golpistas podem, na tentativa de se aproveitarem da situação, enviar comunicados fraudulentos para praticarem o phishing, usando o nome da empresa e logomarca, solicitando mais informações ou pedindo para clicarem em links suspeitos. Caso o e-mail seja autêntico, a advogada recomenda que o cliente registre um boletim de ocorrência em Delegacia Eletrônica para que se resguarde caso seja vítima de uma eventual fraude em decorrência do vazamento dos dados. (com uol.com.br/tilt)

Da Redação