• 22/10/2020

VÍDEO: “Ele é um monstro, não um ser humano”, diz mãe

 VÍDEO: “Ele é um monstro, não um ser humano”, diz mãe

Uma menina de apenas 13 anos foi aliciada por seu vizinho, de 31 anos, morador de um condomínio de prédios, em Osasco. Conversas em aplicativos de mensagens e redes sociais, fotos e vídeos já foram entregues à polícia. “Quero ver o seu rosto! Mordendo a boca. Tenho tesão por você inteira”, diz o homem à menor em uma das conversas que o Diário teve acesso. Apesar de todas as provas, o homem segue solto.

Foi o comportamento fechado da filha que preocupou a mãe. “Ela começou a ficar mais calada, não interagia com a família e ficava trancada no quarto. A gente tentava conversar com ela, mas se tornou uma criança muito agressiva”.

Desesperada, a mãe pediu ao irmão e padrinho da menina que ficasse uns dias com a sobrinha em sua casa, no interior. Foi ele quem descobriu as conversas. “Um dia ele pediu a senha do celular e redes sociais e ela deu. As conversas estavam em aplicativos escondidos no celular. Existiam vídeos, conversas e fotos que somam quase 110 páginas de conteúdo abusivo. Ele me ligou e disse que precisávamos conversar”.

A notícia foi dada pessoalmente aos pais. A menina era aliciada desde dezembro de 2019. “Fiquei muito chocada porque as cenas [dos vídeos e fotos] são muito fortes. É revoltante. Uma criança de 13 anos não tem a malícia de uma pessoa mais velha”, disse a mãe que até tenta conversar com a filha, mas fica constrangida e começa a chorar.

Sabendo que a menina gostava muito de animais, o vizinho passeava com o cachorro para chamar a atenção da menor e puxar assunto. Em seguida começaram os convites para jogar videogame em seu apartamento.

Questionada sobre o porquê não contou aos pais, a menor disse que era ameaçada. “Ele dizia que se ela falasse alguma coisa mataria ela e a mim”, contou a mãe, que disse conhecer o homem apenas de vista, já que a vaga dele na garagem do prédio fica ao lado da vaga da família. “Dava bom dia, boa tarde. Não via nada de mal dele”, completou.

Com as provas em mãos, o caso foi parar no 5º DP de Osasco. Ao Diário, a mãe contou que o homem debochou da cara dela e do marido. “Nós que somos vítimas fomos tratados pela polícia como agressores e ele era o coitado”. Ele foi levado até a delegacia sem algemas, o que permitiu que apagasse as provas que estavam em seu celular. “Na delegacia ele ria da gente e debochava da nossa cara”, desabafou indignada.

Realizado o boletim de ocorrência o homem foi solto. “A delegada explicou que não poderia prender porque não teve flagrante”. No dia seguinte, testemunhas disseram ter visto o homem saindo do prédio com bolsas e o cachorro. Desde então, ele não foi visto mais no condomínio.

O sentimento agora é de que a Justiça seja feita. “Espero que ele seja preso e pague. Minha filha ainda vive chorando. Só quer ficar deitada. Ela não come. Uma pessoa de 31 anos fazer isso não é normal. Ele é um monstro, não é um ser humano. Quero que a justiça do nosso país seja feita”.

A mãe da vítima também deixou um recado às outras mães. “Só peço que sejam amigas de suas filhas. Olhem o celular e redes sociais. Eu mudei para um condomínio pensando que estava protegendo minhas filhas e o inimigo morava ao lado. Fiquem de olho. Denunciem”.

Há suspeitas de que o homem também tenha aliciado outras crianças moradoras do condomínio. “Joguei a foto dele no grupo de moradores e as mães começaram a me chamar e apareceram mais crianças. Uma mãe me chamou e disse que a filha dela viu outras meninas saindo do apartamento dele. A menina ainda disse: ‘mãe, eu não gosto dele’, contou.

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