Restaurantes, bares e hotéis são contra o “passaporte da vacina”

Em entrevista ao Diário da Região, Edson Pinto, presidente do SinHoRes Alphaville – Osasco (Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares) disse ser contra a implantação, na região Oeste da Grande São Paulo, do passaporte da vacina.

Um projeto de lei que pede a exigência do documento em todos os estabelecimentos comerciais da cidade já tramita na Câmara Municipal de Osasco. O PL foi apresentado pela mandata coletiva AtivOz. A medida visa combater a disseminação do novo coronavírus que já matou quase 700 mil em todo o país.

Para Edson Pinto, o sindicato entende que essa é uma restrição desnecessária. “Somos contra o passaporte da vacina porque quem está imunizado continua transmitindo o vírus, então, no nosso setor, o distanciamento das mesas, uso de máscara e álcool em gel ainda são mais eficientes”, explicou.

Para ele, é preciso entender que os empresários desse segmento foram sacrificados com a pandemia porque o setor foi o mais afetado pelas medidas restritivas de circulação impostas pelo governo estadual, embora seja o que mais gera emprego no país. “Somos contra o passaporte da vacina”.

O final de ano “salvou” boa parte deles. Aproximadamente 90% dos hotéis em montanhas, praias e resorts lotaram em todo o Brasil. “Somos uma categoria que não tem sábado, não tem domingo, não tem férias, não tem Natal, não tem Ano Novo. Aliás estes são períodos nos quais mais trabalhamos. Precisamos recuperar os seis meses de fechamento imposto pelo governo do estado. As pessoas não aguentam mais ficar em casa, elas querem sair, querem passear, querem viajar”, afirmou Edson Pinto que pediu aos moradores que utilizem o bar, o restaurante, o hotel da região para fortalecer o turismo de negócios e compras.

Graciela Zabotto